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Pesquisa mostra que indústria mineira continua em expansão

Nível do emprego industrial em Minas registrou, em setembro, o melhor desempenho do país, segundo aponta a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário...

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:00
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O nível do emprego industrial em Minas Gerais registrou, em setembro, o melhor desempenho do país, segundo aponta a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Minas Gerais teve também a melhor performance mensal no total de horas pagas, que foi de 6,8%. O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria aumentou 12,1%.   Os números divulgados referem-se ao período imediatamente anterior ao recrudescimento da crise econômica global e, por isso, ainda não traduzem nenhum impacto importante do ponto de vista de uma possível retração. O crescimento de 5,2% do pessoal ocupado assalariado na indústria mineira, na comparação com setembro do ano passado, ficou bem acima da média conquistada no país, de 2,2%.   O Estado foi seguido pelo Rio Grande do Sul, com 3,3%, e por São Paulo, com 2,6%. Nas indústrias mineira e gaúcha, os destaques ficaram por conta, respectivamente, dos segmentos de alimentos e bebidas (12,1%) e metalurgia básica (10,7%) e máquinas e equipamentos (23,7%) e produtos de metal (14,1%).   No corte trimestral, observa-se também que o emprego industrial vem sustentando resultados positivos. O índice no Estado passou de 4 para 6,1%. No indicador acumulado no ano, o pessoal ocupado aumentou 4,6%.   Horas pagas. O número de horas pagas na indústria em Minas em setembro foi bem superior ao do Brasil. Enquanto no Estado o indicador apresentou expansão de 6,8%, o país ficou em 2,5%. De acordo com o IBGE, os impactos positivos mais relevantes ficaram com alimentos e bebidas (11%), metalurgia básica (14,5%) e meios de transporte (16,2%).   No acumulado do ano (janeiro-setembro), Minas registrou acréscimo de 5,2% frente a igual período de 2007. Já a média brasileira foi de 2,7%.   Folha de pagamento. A indústria mineira registrou expansão de dois dígitos no indicador que avalia a folha de pagamento real na comparação com agosto do ano passado. Foram 12,1 contra 7,9% do país. Os destaques foram os setores de metalurgia básica (21,9%) e produtos de minerais não-metálicos (30,9%).   Na análise trimestral do país, o índice do valor da folha de pagamento, em relação ao mesmo período do ano anterior, mostrou incremento na passagem do segundo (6,5%) para o terceiro trimestre de 2008 (7,2%). Em Minas Gerais, esse movimento foi o segundo melhor do Brasil, passando de 9,4 para 11,9%.   A principal contribuição no indicador acumulado da folha de pagamento foi de Minas Gerais, com 9,4%, seguida por São Paulo, com 7,9%. Os maiores impactos positivos vieram de meios de transporte (13,4%), máquinas e equipamentos e produtos de metal (12,7%).

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