Novo intervalo com presença de petróleo foi identificado no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, a 2.886 metros de profundidade
(Foto/Petrobras/Divulgação)
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na costa do Amapá. O achado ocorreu no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.
O poço está em uma lâmina d'água de 2.886 metros. A nova descoberta foi identificada durante a continuidade da perfuração, que avançou para avaliar intervalos exploratórios mais profundos.
A empresa informou que a presença de petróleo foi constatada por meio de perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos obtidas durante as operações.
Segundo a Petrobras, os dados ainda serão analisados em laboratório. A avaliação vai ajudar a ampliar o conhecimento sobre os sistemas petrolíferos e o potencial de recursos da Bacia da Foz do Amazonas. Ainda não há estimativa divulgada sobre a quantidade de petróleo existente ou sobre a viabilidade comercial da descoberta.
A nova ocorrência foi encontrada no mesmo poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), onde a Petrobras já havia identificado hidrocarbonetos em agosto.
Na primeira descoberta, a companhia informou que o poço está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e em águas de 2.886 metros de profundidade. Análises realizadas posteriormente confirmaram a boa qualidade do petróleo encontrado naquele intervalo.
Agora, a Petrobras continuará a perfuração e a avaliação das formações identificadas antes de concluir os trabalhos no poço.
A área faz parte da Margem Equatorial brasileira, considerada uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás. A região se estende pela costa entre o Amapá e o Rio Grande do Norte e inclui cinco bacias sedimentares, entre elas a Foz do Amazonas.
A Petrobras afirma que a exploração de novas fronteiras faz parte de sua estratégia de longo prazo para recompor reservas de petróleo e gás e contribuir para o atendimento da demanda energética do país.
Apesar do potencial exploratório, a produção comercial depende de novas avaliações técnicas, estudos e etapas regulatórias e ambientais. A ANP mantém dados sobre os poços exploratórios e as ocorrências de hidrocarbonetos identificadas no país.