As pessoas estão recorrendo a pagamentos digitais e com cartão de crédito
As pessoas estão deixando de pagar em dinheiro vivo, ou seja, em notas e moedas durante a pandemia mundial causada pelo coronavírus. O isolamento social faz com que as pessoas peçam cada vez mais comida e outros itens por meio de apps que possibilitam o pagamento online. A população também está optando por ir a bancos o mínimo possível e, logo, estão sacando menos dinheiro, porque dinheiro é sujo e cheio de germes.
Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, antes do surto da Covid-19, as transações em espécie eram feitas por 70% da população nas trocas diárias. Ainda não há dados sobre a mudança de hábito nos últimos dois meses, mas especialistas preveem um aumento considerável de adesão aos meios eletrônicos.
A questão da falta de higiene do dinheiro vivo ganhou dimensão quando um funcionário da Organização Mundial da Saúde admitiu que seu uso deveria ser substituído por cartões e métodos sem contato físico sempre que possível. A OMS, no entanto, provavelmente levando em conta que notas e moedas ainda são o principal meio circulante no mundo, amenizou depois a fala e declarou que lavar bem as mãos é o suficiente para evitar contaminação após contato com dinheiro. Mesmo assim, países e organizações estão tomando medidas de proteção.
Postura de alguns países
A China está desinfetando as notas provenientes de hospitais e mercados com luz ultravioleta e altas temperaturas. Nos Estados Unidos, os dólares repatriados da Ásia permanecem recolhidos por duas semanas antes de voltar a circular. A Hungria foi o primeiro país europeu a quarentenar toda a moeda circulante, em lotes alternados. No Brasil, uma campanha organizada pela Agência de Notícias das Favelas estimula o uso do celular — segundo seu levantamento, 43% dos pagamentos nesses locais são em espécie.
A quitação por leitura de código — o QR code — já representa quase 50% do total de transações na China. O Banco Central brasileiro planeja lançar em novembro o PIX, sistema eletrônico de transações instantâneas. Em contrapartida, cresce o risco de ataques cibernéticos: golpes e fraudes digitais subiram 700% no mundo entre março e abril.
*Com informações Veja