Segundo especialista, o mundo perfeito criado nas plataformas digitais pode ser campo fértil para desenvolvimento de doenças psicológicas

A necessidade do distanciamento social, imposta pela pandemia da Covid-19, nos obrigou criar novos hábitos e nos adaptarmos à uma realidade nunca antes imaginada. Além do agora comum home office, festas com amigos, confraternizações em família e viagens se tornaram, por hora, distantes de nossa realidade. Para muitos, não tem sido fácil encarar o novo normal e o ‘mundo paralelo e perfeito’ das redes sociais se tornaram, mais do que nunca, uma fuga da realidade. Mas especialistas alertam que esse tipo comportamento, conhecido como positividade tóxica, deve ser evitado.
Para a psicóloga do Sistema Hapvida/RN Saúde, Celiane Lopes (foto), viver a realidade do momento é um conjunto de ações físico-corporal, que precisa ser trabalhado. “As emoções sinalizam o que está acontecendo em nosso corpo e no meio ao qual vivemos. Fugir ou até mesmo silenciar um sentimento negativo, como o da pandemia, é impor a si mesmo uma atitude falsamente positiva, o que é prejudicial à saúde mental e física”, alerta.
A fuga e o silêncio que se refere a especialista, estão ligados diretamente ao uso das redes sociais. As plataformas digitais, antes exclusivamente usadas para encurtar distâncias e facilitar a comunicação entre as pessoas, tornou-se o principal palco de uma vida fora da realidade. “A vida na rede social é uma vida editada, uma vida que não retrata as suas vulnerabilidades. É bem diferente do real! Nas redes sociais, as pessoas comparam suas vidas com as vidas perfeitas de outros, e isso cria essa positividade tóxica, que pode ser bem perigoso.” destaca.
O habito de idealização do que se vê nas redes sociais, cada vez mais comum entre os usuários, pode, segundo a especialista, evoluir para doenças psicologias, que comprometem o desenvolvimento do indivíduo. “Viver da realidade dos outros ou daquilo que é postado em rede social, pode desencadear, por exemplo, ansiedade e depressão. É preciso reconhecer e aceitar que as situações adversas que não nos deixam bem, em nada nos diminuem ou nos tornam pessoas fracas. Somos seres humanos e devemos nos permitir sentir emoções, inclusive as negativas”.
Para além deste comportamento, a especialista chama atenção para a diferença entre encarar a realidade vivida e a alienação. “Ficar atento às situações e emoções negativas que estamos vivenciando não é ficar preso a elas. Mas, sim, reconhecer e a aceitar para que haja um processo de adaptação e validação dos sentimentos e momentos. Isso nos ajuda a construir um processo de resiliência”, destaca.
Por fim, Celiane aponta que a melhor forma de fugir da positividade tóxica é se confrontar diariamente com a realidade. “Seja honesto consigo mesmo, não tenha medo de sentir e expressar seus sentimentos. Assuma o controle de suas emoções. O mais importante é ter consciência de que estamos em um processo constante de reconstrução emocional”, orienta. Sobre o Sistema Hapvida
Com mais de 6,6 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 38 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 45 hospitais, 198 clínicas médicas, 46 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.