Com a crise econômica e a chegada antecipada das chuvas, as construtoras frearam os planos de empreendimentos imobiliários e as lojas de material de construção sentem o desaquecimento nas vendas mais cedo, neste ano. A pouca procura reflete, inclusive, na estabilização dos preços, tanto dos itens básicos quanto de acabamento. Em outubro a alta no custo da construção civil desacelerou para 0,95%, ante 1,30% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, o Sudeste ainda é a região com o custo mais caro de construção – R$ 707,13 o metro quadrado. O material apresentou alta de 1,48% em outubro, recuando 0,55 ponto percentual, se comparado com setembro (2,03%). A mão-de-obra variou 0,22%, um pouco abaixo de setembro (0,30%). De acordo com o proprietário de loja de material de construção, Antônio Carlos da Silva, fim de ano já significa queda nos negócios, mas em comparação com 2007, as vendas caíram bem mais cedo. “Em 2007 o setor estava mais estimulado, em plena expansão e o atraso das chuvas colaborou. Já neste ano, nem São Pedro tem ajudado. As vendas começaram a cair com os efeitos da crise econômica global, que pôs um freio nos investimentos imobiliários. Apesar do momento atípico, a expectativa é de reação do setor já no início de 2009”, avaliou. O cimento, que vinha sendo o vilão entre os itens da construção civil, está com o preço estável, porém não teve queda significativa. O saco com 50 quilos do produto é comercializado, em média, por R$ 18,5. No ano o item chegou ao preço máximo de R$ 19, no início do ano e ao preço mínimo de R$ 11 em abril, quando o setor vivia o melhor momento, com a expansão de empreendimentos e chagada de novas e grandes empresas na cidade. A ferragem, outro item básico que esteve com o preço nas alturas, apresentou queda de pelo menos 20% nos últimos dois meses, sendo a barra média (5/7) vendida, hoje, ao preço médio de R$ 27. No ano, o material subiu 11,90%, bem acima de igual período do ano passado (4,11%). A parcela do custo referente à mão-de-obra aumentou 7,80% até outubro, também mostrando aceleração, porém mais moderada em comparação aos 5,69% de 2007.