Trabalhadores do Consórcio Fertil solicitaram ao prefeito licenciado Anderson interferência junto aos representantes patronais na tentativa de estabelecer negociação
Trabalhadores do Consórcio Fertil solicitaram ao prefeito licenciado Anderson Adauto (PMDB) interferência junto aos representantes patronais na tentativa de estabelecer negociação. Acatada sugestão, AA pediu ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Município, João Franco Filho, para atuar como “bombeiro” na greve que completa hoje 27 dias.
Economista com experiência na gestão de relações intersindicais na Fosfertil e Manesmann, Franco disse ser o primeiro passo identificar as lideranças de ambos os lados, visando a propor reunião.
Ele disse reconhecer a legitimidade do movimento, sendo necessário, contudo, encontrar parâmetros para equacionar o impasse que tem gerado transtornos e dificuldades operacionais aos funcionários e ao processo de ampliação do complexo industrial da Fosfertil, instalada no Distrito Industrial 3. “Pretendo cooperar na interrupção da greve, colaborando para a formalização de acordo que contemple os dois lados”, afirmou.
Prejuízos. Consórcio Fertil desmente acusação de trabalhadores grevistas de não fornecer transporte coletivo até o Distrito Industrial 3. Segundo informações da construtora, os ônibus ficaram disponíveis na porta do hotel, onde boa parte dos funcionários está instalada.
Antônio Carlos da Costa Almeida, gerente de projetos da Consórcio Fertil, informou que os funcionários que permaneceram no trabalho já receberam o adiantamento salarial no último dia 20.
Almeida salientou a qualidade de alojamentos e alimentação fornecidas aos grevistas e desmentiu qualquer possibilidade de retaliação ou ofensa. “Os funcionários que moram fora têm a possibilidade de se ausentar da obra cinco dias para visitas à família, viajam em ônibus confortáveis da empresa local, possuem convênio com farmácia para aquisição de medicamentos e contam ainda com área de lazer no qual podem desfrutar no intervalo do serviço”, pontuou.
De acordo com dados apresentados pela construtora, 337 trabalhadores desenvolvem as atividades em ritmo normal, o que representa 40% dos funcionários na obra.
A expectativa da empresa está vinculada ao cumprimento de prazos junto ao Tribunal Regional do Trabalho. “Temos um prazo, e o Consórcio Fertil tentou abreviar o vencimento de manifestação para tentar uma mais rápida, mas, por questões judiciais, não foi possível, e a gente continua convocando os trabalhadores para retornarem à rotina normal”, finalizou o gerente de projetos.
Os dias paralisados no canteiro de obras da ampliação da Fosfertil já representam atraso na entrega da arquitetura.
Quanto ao questionamento sobre as denúncias envolvendo a pressão aos grevistas com auxílio da Polícia Militar, Antônio Carlos foi enfático. “Quando sentimos que uma situação grave está iminente, fazemos um requerimento e solicitamos o apoio da PM para preservar a integridade das pessoas envolvidas na situação de risco”, concluiu.