Sindicatos amargam queda de 90% na arrecadação neste primeiro ano de reforma trabalhista, que determinou o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical. Dados oficiais mostram que a arrecadação do imposto caiu de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado. E a tendência é que este valor seja ainda menor em 2019.
O efeito foi uma brutal queda de repasses às centrais, confederações, federações e sindicatos, tanto de trabalhadores como de empregadores. Muitas entidades admitem a necessidade de terem que se reinventar para manter a estrutura e também prestação de serviços, incluindo o corte de custos de pessoal, imóveis e atividades.
Quem mais sofreu foram os sindicatos de trabalhadores, cujo repasse despencou de R$ 2,24 bilhões para R$ 2017,6 milhões. No caso dos empregadores, a queda foi de R$ 806 milhões para R$ 207,6 milhões. O antigo Ministério do Trabalho – cujas funções foram redistribuídas entre diferentes pastas –, teve sua fatia encolhida em 86%, para R$ 84,8 milhões.
E a tendência é que a queda seja ainda maior, sobretudo pela Medida Provisória editada na sexta-feira (1º), que dificulta o pagamento da contribuição sindical, uma vez que acaba com a possibilidade de o valor ser descontado diretamente dos salários. Assim, o pagamento agora deverá ser feito por boleto bancário. O argumento do governo é que a medida vai reforçar o caráter facultativo do imposto.
*Com informações do Estadão