Órgão prepara pesquisa de preços de produtos natalinos e alerta o consumidor para os riscos da compra do presente pela internet e com cartões de crédito.
Procon prepara pesquisa de preços de produtos natalinos e alerta o consumidor para os riscos da compra do presente pela internet e com cartões de crédito. Em temporada de compras como agora, o consumidor deve ficar atento para não cair em armadilhas, atraído por supostas ofertas e atrativos de todo gênero que o comércio deve utilizar para garantir as vendas em plena crise econômica. De acordo com o coordenador do Procon Uberaba, Rodrigo Mateus, o consumidor que pretende utilizar a internet para comprar o presente de Natal deve observar, primeiramente, se o site é confiável. Para isso, o chefe do órgão de Defesa do Consumidor propõe que seja observado se o site informa endereço físico e telefone fixo da loja virtual, e se, ao acessar a página eletrônica, aparece o símbolo de ambiente seguro, normalmente representado por um cadeado. “Ainda aconselhamos o consumidor a imprimir a página com a oferta e produto adquirido e do valor do frete para evitar cobrança abusiva. Se o produto chegar em desacordo com o que foi visto e combinado pela internet, o consumidor tem até sete dias contados da data de recebimento ou do contrato para declarar arrependimento da compra e pedir a devolução do dinheiro”, afirma Rodrigo. Sobre as compras com cartões de crédito, o Procon alerta para o cuidado com longos parcelamentos. Segundo Rodrigo, a taxa de juros embutidas nas parcelas podem não compensar o investimento. “As lojas anunciam venda de produtos com parcelamento no cartão sem juros, porém, o consumidor esquece de consultar os juros de financiamento de compra do próprio cartão”, comenta. Quanto às lojas que ameaçam cobrar mais se a compra for paga no cartão, Rodrigo diz que é prática abusiva e pode acarretar processo administrativo se o Procon for acionado. Armadilhas. Com a concorrência acirrada de preços, especialmente entre supermercados, é comum a distribuição de jornaizinhos de ofertas. Entretanto, os preços anunciados podem não condizer com a realidade na hora de passar no caixa. Ontem, um consumidor contatou o Jornal da Manhã para se queixar desse problema. Segundo o coordenador do Procon, nesse caso, o consumidor deve exigir, junto ao caixa do estabelecimento e ao gerente, a venda do produto pelo preço divulgado no material impresso. “Se o supermercado se recusar ao pedido do cliente e persistir na prática de propaganda enganosa, o Procon poderá atuar com processo administrativo e aplicação de multa”, ressalta. A cotação de preços de itens da cesta de Natal deve ser divulgada pelo órgão na segunda-feira, 15.