Quem senta no banco dos réus é o mestre de obras Lindoval de Jesus Pereira, acusado da morte da estudante de medicina Virlanea Augusta de Lima. Ele nega a autoria do assassinato
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Virlanea Augusta foi vista pela última vez em 12 de outubro de 2008 Tribunal do Júri se reúne hoje no Fórum Melo Viana para um dos julgamentos mais esperados na comarca de Uberaba. Quem senta no banco dos réus é o mestre de obras Lindoval de Jesus Pereira, acusado da morte da estudante de medicina Virlanea Augusta de Lima. Ele nega a autoria do assassinato. O promotor responsável pelo caso é Eduardo Pimentel de Figueiredo. O réu será defendido pela advogada dativa Vera Lúcia Coimbra Roso. O Tribunal do Júri será presidido pelo juiz Fabiano Garcia Veronez, da 2ª Vara Criminal de Uberaba. De acordo com informações obtidas pela reportagem, o acesso ao salão do júri, onde será realizado o julgamento, será por senha. A capacidade do local é de 76 lugares, porém foram reservados vinte assentos para os familiares da vítima e do réu. Também haverá um espaço reservado de rotatividade, que totaliza 26 lugares. Neste espaço será destinado a advogados, imprensa e jurados. Os demais lugares serão para o público em geral. A distribuição das senhas será por ordem de chegada. Para compor o conselho de sentença foram convocados 25 jurados, porém, na abertura do júri popular, serão sorteados os sete que irão participar do Tribunal do Júri. O julgamento tem início às 9h30. Não há uma previsão para término. Para a advogada do réu, a expectativa é positiva, mas evita adiantar qual será a estratégia da defesa. Ela desconversa sobre a possibilidade de o cliente assumir, pela primeira vez, a autoria do crime. “Não podemos abrir nada sobre a defesa. Mas será um julgamento onde trabalhamos muito e será conduzido com muita responsabilidade. Ela também destaca que o cliente está preso há cinco anos e dois meses e “já é uma pena elevada que já está recebendo sem ser julgado”. A estudante, que estava prestes a se formar, foi vista pela última vez em 12 de outubro de 2008, por volta de 6h15, perto de casa, quando seguia para um plantão no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Dois dias depois, o corpo da dela foi encontrado, boiando, por um pescador, às margens do rio Grande. No dia seguinte, Lindoval, namorado da vítima e considerado o principal suspeito, foi preso e, desde então, está detido na penitenciária Aluízio Ignácio de Oliveira. Lindoval foi pronunciado em junho de 2009 – oito meses após o crime. Ao longo deste período a defesa interpôs vários recursos contra a decisão e somente agora, cinco anos depois, o mestre de obras será submetido ao julgamento popular. No total foram mais de trinta pedidos de habeas corpus. Todos negados. No mês passado, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e o Superior Tribunal Federal (STF) negaram provimento aos últimos recursos ainda em tramitação, o que possibilitou o agendamento do júri popular. O mestre de obras será julgado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe (vingança), cometido mediante dissimulação e recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, e ocultação de cadáver.