Até 2018, o segmento do vestuário atingia cerca de 6.090 empresas, o que resultava em aproximadamente 60.337 empregos na região de Uberaba
Foto/Jairo Chagas
Quem trabalha com vestuário está tendo que se reinventar com criatividade nesse período
O setor do vestuário em Minas Gerais sente o reflexo da pandemia do coronavírus, principalmente com a paralisação das atividades econômicas dos mercados consumidores.
O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Uberaba (SINDIVESTU), Frank Prado, conta que o setor é bastante criativo e na região emprega tanto quanto a construção civil.
“As empresas que estão passando por reformulação de trabalho, aproveitaram o momento para fabricar materiais utilitários para a área de saúde, como as máscaras. Quem não pode fazer isso de maneira solidária está cobrando um preço bem baixo nas confecções daqui de Uberaba”, destaca Frank.
Segundo o representante do Sindivestu, o setor é o segundo que mais emprega em Uberaba, depois da construção civil, e é formado por aproximadamente 70 empresas formais de pequeno e médio porte.
De acordo com o panorama setorial do segmento de vestuário na região de Uberaba, o setor de vestuário e acessórios até 2018 representava 8,5% das indústrias com representação de 5,6% dos empregos na área. Dessa maneira, até 2018 o segmento do vestuário atingia cerca de 6.090 empresas, o que resultava em aproximadamente 60.337 empregos na região mineira.
Na atual conjuntura, uma sondagem industrial realizada pela FIEMG em conjunto com a CNI (Confederação Nacional das Indústrias) apontou um intenso decréscimo da produção devido ao reflexo da pandemia e das medidas de contenção, como o distanciamento social. Essa mesma pesquisa mostra que os índices que medem a evolução do número de empregados retrocederam, voltando a ficar abaixo da linha dos 50 pontos da fronteira de queda e aumento. Além disso, os indicadores financeiros do primeiro trimestre de 2020 mostraram que as indústrias estão sofrendo um impacto significativo nos lucros.