Previsão indica tempestade geomagnética de nível G1, com impactos principalmente em satélites e sistemas elétricos de altas latitudes
Uma tempestade geomagnética de nível G1 pode atingir a Terra nesta sexta-feira (2) após uma ejeção de massa coronal (CME) deixar o Sol em 28 de setembro. A previsão é do Centro de Previsão do Tempo Espacial (SWPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
A expectativa é de que os efeitos da ejeção comecem a ser percebidos ao longo desta sexta-feira. Apesar da possibilidade de aumento da atividade geomagnética, o nível G1 é considerado menor dentro da escala, que vai de G1 a G5.
O fenômeno ocorre quando partículas e campos magnéticos liberados pelo Sol chegam à Terra e interagem com o campo magnético do planeta.
Essa interação pode provocar alterações temporárias na magnetosfera e, dependendo da intensidade, afetar alguns sistemas tecnológicos.
Em uma tempestade G1, os impactos esperados são considerados limitados. Entre os possíveis efeitos estão:
A atividade também pode modificar a propagação de ondas de rádio em determinadas condições. A NOAA mantém o acompanhamento dos índices geomagnéticos e das condições do vento solar.
A previsão atual não indica impactos generalizados na internet, telefonia celular ou no fornecimento de energia elétrica no Brasil.
Os efeitos de uma tempestade G1 tendem a ser mais perceptíveis em regiões de altas latitudes, próximas aos polos. Por isso, a maior parte da população brasileira não deve sentir alterações no cotidiano por causa do fenômeno.
A intensidade efetiva da tempestade, porém, depende das características do material solar quando ele alcançar a Terra, como velocidade, densidade e orientação do campo magnético.
De acordo com os dados mais recentes do SWPC, a atividade solar estava em níveis baixos nas últimas 24 horas. A agência acompanha continuamente explosões solares, ejeções de massa coronal e as condições do vento solar para atualizar as previsões.
A previsão para os próximos dias ainda aponta possibilidade de períodos de atividade geomagnética elevada, com novos episódios de nível G1 dependendo da evolução das condições solares.