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Trabalhando em home office? Saiba como seu chefe monitora seu desempenho

Mas afinal, até que ponto a monitoração é justificável e quando começa a ser invasão de privacidade?

Publicado em 14/05/2020 às 21:25Atualizado em 18/12/2022 às 06:20
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A tecnologia de monitoramento está ganhando espaço durante a quarentena, devido crescimento do home office. Porém, as ferramentas utilizadas para "vigiar" o funionário levantam algumas questões de privacidade. Afinal, o que é uma forma de garantir produtividade e o que já é invasão?

Um software de monitoramento produzido pela empresa Hubstaff traça tudo que funcionário fez durante o dia. A cada minuto, o programa captura a tela dos sites que o funcionário está navegando, dos documentos que está escrevendo e das redes sociais que está visitando. A partir do telefone, o software também mapea deslocamentos caso ele saia de casa.

Empresas de Wall Street já vinham usando esse tipo de ferramenta, sob o argumento da segurança de dados antes da pandemia. Dave Nevogt, fundador e presidente executivo da Hubstaff disse à reportagem da NYT que as ordens de trabalho em casa transformaram o software de monitoramento de funcionários num item fundamental. Os períodos de teste do software da Hubstaff, cujas assinaturas custam de US$ 7 a US$ 20 por mês por usuário, triplicaram desde março.

Todos os dias o programa envia um e-mail para o funcionário e para a chefe, trazendo uma visão geral do expediente: as horas trabalhadas, a pontuação de produtividade e os sites e aplicativos usados.

O produto Hubstaff também registra coordenadas de GPS, um recurso que Nevogt afirma que era usado antes, principalmente por empresas que tentavam garantir que seus vendedores visitassem clientes.

Porém, a ferramenta não marca a produtividade com total fidelidade e a porcentagem de produção não reflete com precisão o tempo investido no trabalho, pois registra apenas os momentos em que o funcionário está digitando, não quando está em chamadas telefônicas ou fazendo qualquer outro trabalho fora do computador.

Apesar de vigiar todos os passos do funcionário e gerar a sensação de invasão, empresas aprovam o produto. Uma empresa de marketing em Jupiter, Flórida, chamada 98 Buck Social viu as horas de trabalho entrarem em colapso quando deixou que seus 20 funcionários trabalhassem em casa por causa do surto de coronavírus.

A empresa estava enfrentando uma queda nas vendas e alguns funcionários só respondiam às mensagens depois das 10 horas da manhã. As respostas aos pedidos dos clientes também estavam devagar. A 98 Buck Social começou a usar o Hubstaff em 31 de março e os níveis de produtividade de seus funcionários voltaram a subir.

E você? Acha invasivo o monitoramento ou necessário?

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