Uma testemunha de defesa foi presa por falso testemunho, sendo conduzida à autoridade policial logo após a leitura da sentença condenatória
Foto arquivo
Crime aconteceu no dia 12 de maio de 2017, na rua Édson Simoneti, bairro Pacaembu
Tribunal do Júri condenou ontem Igor Henrique de Paula Costa pela tentativa de homicídio de Elza Helena Silva de Faria. O julgamento, presidido pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Fabiano Garcia Veronez, aconteceu no Fórum Melo Viana.
O crime ocorreu no dia 12 de maio de 2017, na rua Édson Simoneti, no Pacaembu. De acordo com os autos, outro réu que responde pelo mesmo crime, Lion Borges Nascimento, teria se desentendido com a namorada I.E.F., que é filha da vítima. Ela não queria mais visitar o namorado na penitenciaria. Com isso, o casal se desentendeu. Lion deixou registrado que iria mostrar o que era capaz de fazer com a então namorada e a sogra Elza. Com isso, Lion pediu que Igor fosse à casa da ex-namorada buscar seus pertences. O que foi feito. Porém, Igor retornou em seguida, também a mando do amigo, para matar a garota e a sogra dele. Mas, somente Elza atendeu à porta, sendo atingida por seis tiros à queima-roupa.
O defensor Público Glauco de Oliveira Marciliano foi responsável pela defesa, tendo como argumento negativa de autoria. Já o promotor de Justiça Gilson Walmir Falcucci atuou na acusação, tendo como assistente o advogado Leuces Teixeira de Araújo, pelo Núcleo de Prática Jurídica da Universidade de Uberaba. Eles buscavam a condenação do réu por homicídio triplamente qualificado.
O Conselho de Sentença acatou a tese da acusação, de homicídio, na forma tentada, triplamente qualificado, por motivo fútil, meio que impossibilitou a defesa da vítima, e ainda feminicídio, sendo sentenciado a dezoito anos de prisão, porém, a pena foi reduzida em um terço, sendo totalizada em doze anos e oito meses de prisão, em regime inicialmente fechado.
Uma testemunha de defesa, ouvida durante o julgamento, foi presa por falso testemunho, sendo conduzida à autoridade policial logo após a leitura da sentença condenatória. Mais de oitenta estudantes de Direito acompanharam o julgamento, que durou em torno de sete horas.