A Justiça mineira condenou a mineradora Vale, responsável pela tragédia de Brumadinho, a pagar R$5 milhões para uma mulher que perdeu o filho, de apenas 1 ano, o marido e a irmã. Além da perca que ocorreu devido o rompimento da barragem Córrego do Feijão. Por causa do vazamento da enxurrada de lama, a vítima também teve o nariz quebrado e cicatrizes por todo o corpo.
Ao estipular o valor, a juíza Perla Saliba Brito, da 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude de Brumadinho, declarou que a tragédia não tem precedentes. "Trata-se de evento de dimensões imensuráveis, cujos impactos ainda possuem contornos imprecisos".
No processo, a juíza estipulou a indenização da seguinte maneira: pela morte do filho, fixou R$ 2 milhões; pela morte do esposo, de 26 anos, a multa é de R$ 1,5 milhão; e pela morte da irmã, o montante arbitrado foi R$ 1,5 milhão.
Além disso, a Vale deverá pagar à mulher indenização de R$ 200 mil pela perda da moradia; R$ 200 mil pelos traumas em sua saúde física e mental ao ser arrastada pela lama de rejeitos; e R$ 100 mil pelos danos sofridos em razão da alteração causada pelo rompimento da barragem no meio ambiente em que ela vivia. Pelo dano estético e moral, a vítima receberá R$ 150 mil.
Em outro trecho da decisão, destacou que "a excepcionalidade dos fatos exige, portanto, uma quebra de paradigma quanto ao modelo de reparação a ser aplicado nos casos envolvendo o rompimento da barragem no Córrego do Feijão, os quais merecem análise peculiar e única, sem qualquer comparação com outros eventos de proporções diversas".
A Vale informou que ainda não foi intimada da decisão. "A empresa é sensível à situação das famílias e dará encaminhamento ao caso, respeitando a privacidade dos envolvidos", disse em nota.
*Com informações Hoje em dia