O motorista M.C.B.F. está detido na penitenciária após aplicar golpes milionários contra pelo menos três casais de Uberaba
O motorista M.C.B.F., 33 anos, está detido na penitenciária "Professor Aluízio Ignácio de Oliveira" depois de aplicar golpes milionários contra pelo menos três casais de Uberaba. Os prejuízos causados às vítimas chegam a quase R$4 milhões. O suspeito de estelionato foi preso na cidade de Ribeirão Preto (SP), no fim de semana passado, graças ao trabalho de investigação da Polícia Civil de Uberaba, iniciado no ano passado, por meio da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado e Antidrogas (Deccoad).
Os policiais civis de Uberaba, com o apoio de civis de Ribeirão Preto, também cumpriram o mandado de busca na residência do motorista, onde foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, entre outros objetos que têm ligações com o golpe.
Segundo informações da PC de Uberaba, antes de aplicar os golpes, o suspeito teve relacionamento afetivo com a filha de uma das vítimas, dizia ter conhecimento na área de tecnologia de informação e que havia sido contratado por uma multinacional alemã para formar e angariar investidores. Depois disso, ele montou páginas falsas de uma suposta empresa denominada MK e de instituições financeiras para demonstrar credibilidade. Com isto, ele conseguiu convencer três casais da família da sua esposa para investir no negócio. A promessa do motorista, ainda de acordo com informações da PC, era de que o retorno financeiro do dinheiro investido seria de 3,5%, chegando até 5%, dependendo do valor aplicado, sendo estas taxas superiores as que são aplicadas pelas instituições financeiras.
No começo, em 2015, nas primeiras transações, o suspeito repassava o dinheiro investido, mas após novos investimentos e realizar várias transações, ele confessou o golpe, segundo a PC, e disse às vítimas que todo o dinheiro havia sido gasto. Ano passado, ele mudou-se para Ribeirão Preto, onde agora foi preso depois de a polícia conseguir as provas do estelionato. As investigações continuam no intuito de recuperar o patrimônio desviado das vítimas e identificar se há outras pessoas envolvidas neste crime.