POLÍTICA

20 governadores divulgam carta em apoio a Maia e Alcolumbre: Zema fica de fora e justifica

Publicado em 20/04/2020 às 08:36Atualizado em 18/12/2022 às 05:45
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Pessoal, por favor, não assinar uma carta não diminui meu apreço ou luta pela Democracia. Não sou a favor da volta do regime militar. Não consigo imaginar como, ainda hoje, um discurso contra a Democracia possa ter eco. Defender a Constituição e as instituições é meu dever! — Romeu Zema (@RomeuZema) April 20, 2020

 Uma carta assinada por 20 governadores e divulgada neste domingo pelo Fórum Nacional de Governadores manifesta apoio aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), após ataques do presidente Jair Bolsonaro aos dois principais líderes do Congresso Nacional. Para os governadores que assinam o documento, Bolsonaro está "afrontando os princípios democráticos que fundamentam nossa Nação".

A carta é assinada por todos os governadores das regiões Sul e Nordeste. No Sudeste, só o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), está ausente. No Centro-Oeste, a exceção foi o Distrito Federal. No Norte, não assinaram Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.

Em sua página no twitter, o governador de Minas justificou que “não assinar uma carta não diminui meu apreço ou luta pela Democracia. Não sou a favor da volta do regime militar. Não consigo imaginar como, ainda hoje, um discurso contra a Democracia possa ter eco. Defender a Constituição e as instituições é meu dever!”, disse Romeu Zema.

Os governadores afirmam não haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional, ainda que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos.

Nas últimas semanas, o Congresso Nacional tem debatido medidas para aliviar os efeitos econômicos da crise gerada pela pandemia, como a perda de arrecadação de impostos pelos estados diante do fechamento do comércio e das empresas em várias localidades.

O presidente Jair Bolsonaro e sua equipe econômica, porém, têm feito críticas à proposta. Na semana passada, Bolsonaro acusou o presidente da Câmara de estar conduzindo o Brasil para o caos.

O Governador ainda disse que não cabe a ele discutir o relacionamento entre os poderes. “Não cabe a mim discutir o relacionamento entre os Presidentes da República e Câmara. Meu compromisso é a construção de pontes em Minas com os chefes de poderes por meio de uma relação amistosa, republicana e respeitosa. Meu compromisso é com a vida e a liberdade do povo mineiro”, conclui.

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