Prefeito Anderson Adauto (PMDB) confirma decisão a favor de Três Lagoas (MS) quanto à instalação da fábrica de amônia e ureia da Petrobras.
Prefeito Anderson Adauto (PMDB) confirma decisão a favor de Três Lagoas (MS) quanto à instalação da fábrica de amônia e ureia da Petrobras. No entanto, AA garante que escolha foi revertida após atuação política do vice-presidente José Alencar (PRB) junto ao corpo técnico da estatal e ao próprio governo de Minas. “A Petrobras escolheu num primeiro momento o Mato Grosso do Sul. Só que temos um padrinho muito forte”, admite.
Segundo o prefeito, a princípio Uberaba tinha poucas chances na disputa pelo empreendimento porque não possuía ramal do duto para transportar o gás em grande quantidade, principal matéria-prima da fábrica. “Não dá para trazer de caminhão”, salienta, lembrando que a demanda de gás é assegurada pela própria Petrobras em função dos projetos do pré-sal.
No entanto, Anderson destaca que a entrada do vice-presidente no páreo foi fundamental para colocar Uberaba novamente na análise da Petrobras, pois ele e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, trabalharam de forma direta no convencimento do governador Aécio Neves para viabilizar a construção de ramal do gasoduto no Triângulo Mineiro.
O prefeito lembra que a destinação da fábrica para Três Lagoas foi resultado da articulação política do senador Delcides Amaral (PT/MS), que já reconheceu o recuo da Petrobras na decisão. “Até no Twitter [microblog] do senador está escrit Entrou boi na linha. Isso porque [o projeto] estava garantido lá [Mato Grosso do Sul], mas Minas entrou com muita força e agora está no páreo”, conta.
AA acredita que o governo mineiro está agindo de forma rápida, inclusive já com grupo de trabalho técnico formado para viabilizar o consórcio que vai construir o gasoduto. “Se continuar assim, teremos condições de ter a fábrica de amônia e ureia em Uberaba”, conclui.
A informação de que o Triângulo havia sido preterido na análise da Petrobras vazou em matéria do jornal Brasil Econômico. Na época, os representantes do município negaram a possibilidade.