ELEIÇÃO

Aécio Neves informa lideranças que vai disputar vaga ao Senado por Minas

Presidente nacional do PSDB muda de posição e deve entrar na chapa de Alexandre Kalil ao governo mineiro

Publicado em 27/08/2026 às 20:59
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O deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, informou lideranças da sigla que pretende concorrer a uma vaga no Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada às vésperas de um anúncio previsto para esta sexta-feira (28), em Belo Horizonte.

Segundo informações publicadas pelo portal O Fator, Aécio aceitou o convite para integrar a chapa liderada por Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo de Minas. A equipe do tucano teria começado a preparar as gravações para o horário eleitoral.

A definição marca uma reviravolta na trajetória recente do ex-governador. No começo de agosto, ele havia declarado que não disputaria nenhum cargo neste ciclo eleitoral, encerrando uma sequência de quatro décadas de mandatos.

Nas semanas seguintes, no entanto, aliados e integrantes do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) intensificaram as articulações para convencê-lo a rever a posição.

A entrada de Aécio provoca alterações na composição da chapa. O uberlandense Gustavo Galassi, anunciado inicialmente como candidato do partido ao Senado, já teria assinado a renúncia para abrir espaço ao presidente nacional da legenda.

Apesar de abrir mão da candidatura própria, Galassi ainda poderia figurar como primeiro suplente de Aécio. A possibilidade seguiria em discussão dentro do grupo político.

O movimento ocorre também depois de o PDT retirar a candidatura de Marcelo Heringer ao Senado, o que ajudou a viabilizar a entrada do tucano na composição encabeçada por Kalil.

De acordo com O Fator, a candidatura só encontraria obstáculos caso as negociações finais diretamente com Kalil enfrentassem resistência, uma vez que Aécio deve assumir posição de destaque na chapa.

Entre os argumentos usados pelos aliados para demovê-lo da decisão anterior está a possibilidade de o ex-governador retomar protagonismo político nacional a partir de uma cadeira no Senado. A avaliação é de que a posição poderia reforçar o projeto de reconstrução do PSDB.

Pesquisas internas que teriam apontado queda na rejeição ao deputado também foram consideradas. O cenário chegou a ser debatido por Aécio com o ex-presidente Michel Temer (MDB), consultado antes da definição.

Se eleito, Aécio voltaria ao Senado após oito anos. Ele ocupou uma cadeira na Casa entre 2011 e 2018. Antes disso, governou Minas Gerais por dois mandatos, de 2003 a 2010, e disputou a Presidência da República em 2014, quando chegou ao segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).

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