O presidente em exercício Geraldo Alckmin afirmou que a redução da jornada de trabalho no país segue uma tendência observada em diversos países e deve ser debatida no Brasil. Segundo ele, a forma de aplicação — imediata ou gradual — será definida pelo Congresso Nacional.
A declaração foi feita durante agenda oficial em Goiás, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre compromissos internacionais.
O tema está em discussão no Legislativo por meio de propostas que tratam da diminuição da carga horária semanal e da substituição da escala 6x1 por modelos com mais dias de descanso. Entre as sugestões em análise, estão a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais sem corte salarial e a adoção de escalas como a 4x3.
O debate ganhou força nos últimos meses e é considerado estratégico pelo governo federal. A avaliação é de que mudanças na jornada de trabalho podem ter impacto direto na qualidade de vida dos trabalhadores e também no cenário político.
As propostas ainda precisam passar por diferentes etapas no Congresso antes de uma possível aprovação, incluindo análise em comissões e votação em plenário na Câmara e no Senado.
Paralelamente, o governo também apresentou um projeto que propõe uma redução mais moderada da jornada, para 40 horas semanais, além da mudança da escala para 5x2. A medida foi enviada em regime de urgência, o que acelera sua tramitação.
A discussão envolve diferentes interesses e pode se estender nos próximos meses, enquanto parlamentares analisam os impactos econômicos e sociais das mudanças.