Em meio à repercussão do massacre ocorrido em escola em Realengo (RJ), na semana passada, quando o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira efetuou vários disparos com arma de fogo, matando doze alunos, ferindo outros doze e suicidando-se em seguida, está descartada a possibilidade de instalação de detectores de metais nas escolas municipais de Uberaba.
A proposta foi apresentada pelo vereador José Severino Rosa (PT), através de requerimento encaminhado ao prefeito Anderson Adauto (PMDB), onde é solicitado o estudo para a implantação do equipamento pela Prefeitura de Uberaba. Além de proporcionar mais segurança, o vereador argumentou que os detectores de metais podem impedir os alunos de levarem para o interior das escolas, por exemplo, revólver, sem conhecimento dos pais, para exibi-lo aos colegas.
“Do ponto de vista prático, não temos como implantar este sistema”, diz o prefeito. Ele acredita que existem outros meios de coibir a violência nas escolas e avalia que tragédias como a registrada em Realengo são suscetíveis em qualquer lugar do mundo. “Quando acontece esse tipo de tragédia, é natural ocorrer a comoção de grande parte da população, mas está provado, se alguém quiser matar e suicidar-se em seguida, ninguém segura essa pessoa”, avalia.
Segundo ele, o Brasil não conhecia este tipo de episódio, registrado com maior número, por exemplo, nos Estados Unidos. “Infelizmente, foi uma tragédia que chocou o país”, lamenta. AA defende que abertura das escolas para toda a comunidade, envolvendo pais, professores, alunos e até vizinhos, ao invés do uso do equipamento. “A escola tem que ser mais aberta possível e os dirigentes ficarem atentos a qualquer anormalidade. Temos pessoal para oferecer segurança, mas, em função desta tragédia, não podemos alterar o dia-a-dia dos alunos”, finaliza.