POLÍTICA

Anderson diz que atraso do BRT não se justifica e tem conotação política

O ex-ministro e ex-prefeito Anderson Adauto (PRB) disse ontem em entrevista à Radio JM - AM 730kHz que o atraso na entrega das obras

Renata Gomide
Publicado em 26/06/2014 às 23:00Atualizado em 19/12/2022 às 07:08
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O ex-ministro e ex-prefeito Anderson Adauto (PRB) disse ontem em entrevista à Radio JM - AM 730kHz que o atraso na entrega das obras do BRT é político. “A partir do momento que deixamos os recursos assegurados, as empresas já tinham comprado os ônibus que estão na garagem e um ano e meio se passou, “sou obrigado a dizer, pelo que deixei e do conhecimento que tenho, que nada justifica mais de 180 dias [da posse, em janeiro de 2013] para entregar [o BRT]”, disse ele, antecessor de Paulo Piau (PMDB) no cargo.   Para Anderson, de uma forma geral, os sucessores demoram a entregar obras iniciadas nos governos anteriores para ficar com os méritos do serviço. “Deixar passar o tempo para cair no esquecimento”, completa AA, para quem a tática visa a colocar o atual gestor como “salvador da pátria”. Para ele, contudo, o risco é deixar passar o time e a população ficar desconfiada, chateada, porque muitas vezes as obras prontas entram em processo de deterioração.   “Aí tem que gastar mais dinheiro para reformar e depois colocar em operação. É o caso do BRT”, dispara Anderson, desafeto de Piau desde as eleições de 2012, quando o então prefeito de Uberaba preferiu apoiar outro nome para a sua sucessão, dentro do PMDB, partido ao qual era filiado à época. Conforme AA, quando deixou a PMU, grande parte do BRT estava pronta, um dos terminais estava sendo concluído e outro a fazer, não precisava de recursos da PMU, “bastava exigir das concessionárias”.   Anderson também garante que deixou recursos para fazer o corredor Sudoeste. Questionado quanto ao fato de o prefeito Paulo Piau ter alegado problemas diversos para a entrega do sistema, como ausência de projetos semafórico e de asfaltamento, AA admitiu que no primeiro caso realmente não deixou projetado. Em relação ao asfaltamento, disse que comprou uma usina de asfalto que basta ter gente capaz para fazer o serviço, “como eu tinha o Zé da Égua [José Eduardo Rodrigues da Cunha, ex-secretário de infraestrutura na gestão do ex-prefeito]”.   “Tudo ele [Paulo Piau] diz que tem problema de projeto, de adequação; vamos ver que adequações ele vai fazer”, encerrou, desafiando o chefe do Executivo, que, através de sua assessoria de imprensa, disse que foi preciso praticamente iniciar do zero. “Daí a nova denominação BRT/Vetor”, diz trecho da nota, onde também consta que o sistema foi deixado pela administração anterior sem sequer um projeto pronto e adequado, recursos em caixa ou dotação orçamentária.   “O total necessário para colocar o sistema Vetor em funcionamento e que está sendo investido no atual governo é de mais de R$16 milhões”, diz outro trecho da nota da assessoria de imprensa de Piau, onde consta ainda que o total investido pela administração anterior no BRT foi de cerca de R$600 mil em desapropriações.   O Executivo também assegura que não há deterioração “do que não existia”, que as estações tubo são de responsabilidade de uma construtora que assinou termo de compromisso com o governo passado, não tendo a menor necessidade da implantação naquele momento. “Portanto, não foram recebidas pela PMU e se houver deterioração, o custo será da empresa compromissada”.

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