ELEIÇÕES 2026

Anderson diz que mandato não pode se resumir a emendas e põe gás e BR-262 na pauta

Candidato também defende discutir mudanças no Judiciário e regras para a atuação de representantes de interesses

Débora Meira
Publicado em 23/09/2026 às 14:41
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(Foto/Reprodução Redes Sociais)

Mudanças no Judiciário, regulamentação do lobby, gás natural e duplicação da BR-262 estão entre as pautas que Anderson Adauto (PV) afirma que pretende priorizar caso seja eleito deputado federal. Em entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, o candidato também criticou o foco da atuação parlamentar na destinação de emendas. 

Ao falar sobre as prioridades para um eventual mandato, Anderson afirmou que pretende discutir mudanças relacionadas ao funcionamento do Judiciário. Segundo ele, o tema precisa ser enfrentado pelo Congresso Nacional e deve estar entre as primeiras pautas de sua atuação. “Eu acho que a questão do Judiciário, para mim, é uma questão fundamental. Eu acho que nós estamos vivendo uma crise muito grande”, afirma. 

Outra proposta apresentada pelo candidato é a criação de regras mais claras para a atuação de representantes de interesses junto ao poder público. Anderson defendeu a regulamentação do lobby como forma de estabelecer transparência na relação entre interesses privados e decisões do Estado. “Nós vamos ter que clarear essa relação entre o interesse privado e o interesse do Estado. E isso se chama regulamentar o lobby”, disse. 

Na área de infraestrutura e desenvolvimento regional, o gás natural também foi apontado como uma das prioridades. Anderson afirmou que pretende atuar para viabilizar a chegada do gás a Uberaba e relacionou o tema ao potencial de atração de investimentos para a região. “Com o mandato na mão, eu vou conseguir trazer o gás para cá”, declara.  

O candidato também citou a duplicação da BR-262 como uma pauta que pretende levar ao Congresso. Segundo Anderson, a obra precisaria ser viabilizada por meio de uma combinação de recursos públicos e, eventualmente, cobrança de pedágio. “A 262, ela terá que ser duplicada. Nós vamos ter que fazer um pedágio, alguma coisa, porque só com recurso federal não vai ter dinheiro para fazer”, afirma. 

Durante a entrevista, Anderson também fez críticas ao que considera uma concentração excessiva da atividade parlamentar na destinação de emendas. Para ele, o mandato de um deputado federal deveria ter atuação mais ampla na formulação e discussão de políticas públicas. “O que vale é a capacidade de articulação, é a capacidade de você ter projeto, de você ter visão de futuro. A emenda é um adereço”, ressalta. 

Apesar da crítica, o candidato reconheceu que os recursos destinados por emendas podem contribuir para obras e investimentos locais, citando como exemplos intervenções em rodovias, trevos e estruturas de saúde e educação. 

Anderson defendeu ainda maior transparência na definição e aplicação das emendas parlamentares. Na avaliação apresentada durante a entrevista, o parlamentar deve combinar a destinação de recursos com uma atuação voltada a projetos de maior alcance. 

Além desses temas, o candidato mencionou entre as prioridades de um eventual mandato questões relacionadas à população idosa e à saúde mental.

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