Otimista de que irá conseguir o registro para disputar mais um mandato de deputado federal, o ex-ministro e ex-prefeito de Uberaba Anderson Adauto (PRB) nega que tenha sido pressionado por aliados para procurar o Judiciário visando obter uma liminar assegurando seu nome no pleito. “Já sabíamos que o momento certo de entrar com os recursos necessários é na hora do registro, mas meu advogado, que é bom, é do ramo, achou que devíamos fazer essa incursão primeiro e dar uma sentida. Ela [liminar] foi negada pelo momento [ainda não começaram as convenções que homologam as candidaturas], segundo a colocação do ministro”, disse AA.
Na semana passada o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou liminar pedida pelo ex-prefeito visando à disputa das convenções partidárias – realizadas em junho –, já que está inelegível por conta de condenação criminal já confirmada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A ação penal que resultou na sentença é um desdobramento da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público contra o então prefeito, acusando-o de improbidade administrativa por fraude em processo seletivo de agente comunitário da Saúde.
Anderson Adauto reitera que seu caso não teve dolo ou enriquecimento ilícito, além de contar com jurisprudência específica, porque se trata de uma questão meramente administrativa. “Uma coisa é um prefeito ter que tomar uma decisão, e vocês sabem que eu tomava decisões. [Um prefeito] toma decisões todos os dias, várias e uma hora pode tomar uma decisão equivocada, mas daí a ter dolo, enriquecimento ilícito, há uma distância grande. Acredito que o Judiciário vai saber separar”, afirma.
Anderson diz que terá apoio de vereadores, prefeitos e lideranças da região que serão candidatos em 2016, portanto, não pode levá-los a caminhar numa aventura. “Tem as pessoas que vão ajudar financeiramente e eu vou agir com responsabilidade com todo mundo”, colocou AA, negando, ao ser questionado pelo Jornal da Manhã se procurou a Justiça porque está sendo cobrado por esse grupo.
O ex-prefeito confirmou a dobradinha com a servidora pública municipal licenciada Luciene Fachinelli, pré-candidata do PSL a deputada estadual, contudo, explica que a parceria limita-se a Uberaba e a cidades onde seu grupo não indique nenhum outro nome. “Onde encontrar espaço para levar a Luciene eu levo, mas trabalho com respeito aos companheiros que estão me apoiando. Então, cada cidade é um caso”, explica, observando que a dobrada com sua ex-secretária na Prefeitura e ex-candidata a vice-prefeita em 2012, na chapa com Adelmo Leão (PT), atende aos seus apoiadores que consideram necessário mostrar o que foi feito na sua gestão em Uberaba.