O projeto de lei do Executivo que cria a carreira de saneamento no âmbito do Codau, com jornada de oito horas/dia, será analisado pelas comissões da Câmara
O projeto de lei do Executivo que cria a carreira de saneamento no âmbito do Codau, com jornada de oito horas/dia, será analisado pelas comissões temáticas da Câmara, especialmente de Justiça, Legislação e Redação. O texto tramita na Casa desde a semana passada e conforme entendimento entre os poderes deverá ser votado em novembro, quando serão retomadas as sessões plenárias, a partir do dia 7.
Na mensagem enviada aos vereadores, o prefeito Anderson Adauto (PMDB) aponta que a proposição tem o propósito de dar continuidade à política de melhoria salarial implantada pela administração, através da valorização do servidor, neste caso, do Codau. Para a formatação do texto, a autarquia buscou subsídios em empresas similares, de municípios como Uberlândia, Patos de Minas e Ribeirão Preto, tendo verificado que elas aplicam jornada de oito horas/dia, garantindo maior racionalização do tempo de execução das atividades relacionadas ao serviço de água e esgoto.
O enquadramento na carreira, porém, será opcional – a exemplo do que ocorre com os educadores do município. Este projeto é fruto de contraproposta da direção da autarquia aos seus funcionários, que no início do mês recuaram da decisão de fazer greve ante a uma série de compromissos firmados em reunião com o presidente José Luiz Alves (PSL), sendo que especificamente neste caso, será criada a jornada de 40 horas semanais.
A época, o dirigente do Codau disse que o servidor que optar por aumentar sua carga horária também terá um ganho no vencimento anual em 33,33%. “Além disso, estamos instituindo um prêmio de produtividade no valor de R$ 120 para as carreiras operacionais, desde que sejam cumpridas as metas estabelecidas e acordadas. Para finalizar, uma bolsa de auxílio à educação, que representa 8,33% do salário anual, quase um 14° salário, como incentivo para estudar”, afirmou José Luiz.