O ex-prefeito defendeu que o BRT foi uma alternativa escolhida por grandes capitais para melhorar o transporte coletivo e a proposta também representa o mesmo para Uberaba
Em entrevista à Rádio JM, o ex-prefeito Anderson Adauto (PRB) argumentou que a reclamação por causa do fim do estacionamento no centro da cidade não é justificativa para voltar atrás quanto ao novo sistema de transporte coletivo. AA também afirmou que a atual administração poderia oferecer subsídios para a abertura de novos estacionamentos na região central.
O ex-prefeito defendeu que o BRT foi uma alternativa escolhida por grandes capitais para melhorar o transporte coletivo e a proposta também representa o mesmo para Uberaba. “A questão de ter estacionamento ao longo da avenida é de menor importância em relação ao objetivo geral, que é melhorar sistema de ônibus”, disse.
Para AA, a Prefeitura pode oferecer incentivos, ou mesmo subsidiar a criação de novos estacionamentos em pontos estratégicos para contornar o impasse com os comerciantes e assegurar a consolidação do BRT. “No centro há grandes terrenos que poderiam ser transformados [em estacionamentos]”, acrescentou.
Nesta terça-feira (9), a Prefeitura se reúne com lojistas da região central para discutir a questão do estacionamento ao longo do primeiro trecho do novo sistema de transporte coletivo.
Anderson também contestou que problemas enfrentados na implantação da etapa inicial do BRT tenham ocorrido por erros em projetos deixados para a atual administração. Segundo AA, os projetos foram desenvolvidos por especialistas com experiência comprovada e a proposta deixada por ele não incluía os pontos polêmicos, como a grade nos canteiros centrais e os semáforos nas rotatórias.
“Em termos de projeto de transporte coletivo, deixei uma Ferrari nas mãos do prefeito Paulo Piau e ele está usando como se fosse um Fusca. Quero vê-lo provar que deixei um projeto que previa a instalação de grades e de sinaleiro em rotatória. Esse projeto não é meu. Agora, a proposta que deixei, ele teve muito tempo para implantar. Foram 24 meses”, justificou.
Além disso, o ex-prefeito questionou a demora para a implantação da segunda etapa do BRT e afirmou que R$40 milhões em recursos federais já estavam assegurados para a atual administração dar continuidade ao projeto.