O ex-prefeito de Uberaba Anderson Adauto negou ter ameaçado gestores municipais do Triângulo Mineiro que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em nova publicação, após nota de repúdio da Associação Mineira dos Municípios (AMM), afirmou que o governo federal deve conhecer a atuação dos prefeitos durante a campanha.
Segundo Anderson, sua intenção foi destacar que posicionamentos políticos envolvem responsabilidades. Ele sustentou que é possível identificar quem apoiou Lula, quem trabalhou por Flávio e quem adotou uma postura mais discreta na disputa.
“Eu só quis dizer que nós, que ficamos com o Lula, sabemos o que vocês fizeram. Vocês tiveram lado e o governo federal, nesse quarto mandato do presidente, tem o direito de saber quem trabalhou a favor, qual prefeito trabalhou contra e qual prefeito teve cautela, teve lado, mas não se expôs”, declarou.
O ex-prefeito também mencionou sua condição de segundo suplente e defendeu a legitimidade de sua participação no debate. Afirmou ainda que assumir posições políticas implica correr riscos.
A reação ocorreu depois de a AMM repudiar declarações anteriores de Anderson, nas quais ele classificou prefeitos que apoiaram Flávio como possíveis “ameaças internas à região”. A entidade considerou o posicionamento contrário ao diálogo democrático e defendeu a liberdade dos agentes públicos para manifestar preferências políticas.
A publicação também provocou críticas de lideranças regionais ligadas a Flávio Bolsonaro, ampliando a repercussão do embate no Triângulo Mineiro.