A recuperação eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais no segundo turno da eleição presidencial pode ampliar o espaço de lideranças mineiras no próximo governo. Nos bastidores de Brasília, a avaliação é de que o resultado reforçou a importância política do Estado na composição ministerial.
Entre os nomes cotados estão o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), a senadora eleita Marília Campos (PT), a deputada estadual Macaé Evaristo (PT) e a deputada federal reeleita Dandara Tonantzin (PT). O presidente, porém, ainda não sinalizou suas escolhas.
Caso dois deputados federais da federação PT, PCdoB e PV assumam ministérios, poderão ser abertas vagas na Câmara para suplentes mineiros. Nesse cenário, aparecem Gilmar Machado (PT), de Uberlândia, e Anderson Adauto (PV), de Uberaba.
Reginaldo Lopes volta a ser lembrado para o Ministério da Educação ou Relações Institucionais, possibilidade já discutida em 2022. No atual mandato, ganhou projeção em debates como a reforma tributária e o fim da escala 6x1. Apesar das especulações, a sinalização inicial é de que pretende permanecer no Legislativo.
Dandara é citada para o Ministério da Igualdade Racial. Macaé, por sua vez, já comandou o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que deixou em março para disputar a reeleição à Assembleia Legislativa.
Na composição inicial do atual governo, Minas teve Alexandre Silveira (PSD) à frente do Ministério de Minas e Energia. Posteriormente, Macaé também passou a integrar o primeiro escalão, substituindo Silvio Almeida nos Direitos Humanos.
Para Uberaba, uma eventual convocação de Anderson Adauto como suplente teria reflexo na representação da cidade em Brasília. Essa possibilidade, contudo, depende das escolhas ministeriais e da abertura de vaga na bancada da federação.