O deputado federal Marcos Montes (PSD) assinou na manhã de ontem sua adesão à defesa da bandeira do Movimento Parlamentar Pró-Impeachment, lançado na Câmara Federal pelos líderes do PSC, PSDB, DEM, PPS, Solidariedade e da Minoria. Além dos parlamentares, também estavam presentes funcionários dos gabinetes, que seguravam “pixulecos”, bonecos infláveis do ex-presidente Lula com roupa de presidiário, e balões pretos com referências à operação Lava-Jato.
O movimento conta com site (www.proimpeachment.com.br) onde está disponível um abaixo-assinado que irá coletar assinaturas em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com Montes, um dos objetivos é forçar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), a colocar em votação todos os 21 pedidos que estão protocolados na Casa.
Montes é filiado ao PSD, partido que integra a base do governo Dilma. Além dele, outros deputados de siglas aliadas integram o movimento, como Jarbas Vasconcelos (PE), Darcísio Perondi (RS) e Lúcio Vieira Lima (BA), além de parlamentares do PP e PTB. "Já antecipei ao presidente nacional do PSD e ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que vou votar a favor do impeachment se o pedido chegar ao plenário da Câmara; tenho muito carinho pelo PSD, mas se o preço a pagar for esse, terei que sair da legenda", frisou Marcos Montes. Ele é vice-líder da bancada e presidente do PSD em Uberaba. Quem assinou a bandeira, ao lado de Marcos Montes, foi o ex-prefeito de Uberlândia Odelmo Leão (PP).
As razões apontadas para o impeachment são as chamadas “pedaladas” nas contas públicas, o abuso de poder econômico pelo governo de Dilma, a suspeita de uso de dinheiro ilícito na campanha presidencial de 2014 e a crise de governabilidade. Líderes da oposição garantem ter 280 votos a favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff. O número é insuficiente para que um eventual processo contra a presidente da República prospere na Câmara. São necessários dois terços dos 513 votos, ou seja, 342 deputados.