POLÍTICA

Após debate, vereadores aprovam reajuste apenas para concursados da CMU

A Câmara aprovou ontem o reajuste de 6,5% nos salários dos servidores concursados da Casa, bem como o aumento no abono concedido

Renata Gomide
Publicado em 05/06/2014 às 23:16Atualizado em 19/12/2022 às 07:26
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A Câmara aprovou ontem o reajuste de 6,5% nos salários dos servidores concursados da Casa, bem como o aumento no abono concedido ao seleto grupo formado por 60 profissionais. No total, o Legislativo tem 315 funcionários, sendo 255 comissionados – incluindo assessores dos gabinetes –, os quais não terão o ajuste, situação que levou a um intenso debate no plenário entre os vereadores.   Na tentativa de reverter o quadro e estender o reajuste para todos os trabalhadores da Câmara, o presidente da Comissão de Assistência aos Servidores, vereador Marcelo Borjão (DEM), apresentou emendas aos Projetos de Lei 124/14 – que altera a tabela de níveis e salários da categoria permitindo o ajuste de 6,5% – e 125/14, que visa à concessão e incorporação aos salários dos servidores efetivos e estáveis de um abono de R$180 – até então o benefício é de R$80.   Ambas foram rejeitadas pelo presidente da Câmara, vereador Elmar Goulart (SD), que reiterou ausência de recursos para assegurar o benefício aos 315 servidores. Elmar acionou a controladora geral da Casa, Rosângela Alkimim, para que ela reiterasse em plenário que ante ao planejamento e aos compromissos já firmados o reajuste nos salários e no abono teria que limitar-se aos concursados. O impacto na folha será de aproximadamente R$12 mil mensais.   Samir Cecílio tratou como “injustiça” o aumento apenas para o grupo de efetivos e estáveis, enquanto o vice-líder governista Kaká Se Liga (PSL) ponderou que “o litro de leite tem o mesmo preço para todos”, reforçando proposta do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), Luís Carlos dos Santos.   O dirigente sindical pediu aos vereadores que apresentem um projeto específico de reajuste salarial para os demais funcionários da Câmara. “É uma questão de bom senso”, disse ele. Os dois projetos foram aprovados com o voto contrário de Borjão, ao argumento de que seria incoerente se avalizasse o ajuste que beneficia uma minoria.

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