CONTAS DE 2025

Após reprovação de contas, ex-presidente da ABCZ diz que a decisão foi política

Dandara Aveiro
Publicado em 21/03/2026 às 14:43
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A reprovação das contas de 2025 da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), referente ao último ano da gestão anterior, motivou a manifestação do ex-presidente Gabriel Garcia Cid. Em nota divulgada na sexta-feira (20), ele classificou a decisão como política, e não técnica, afirmando que a votação foi influenciada por uma investigação em andamento na entidade e defendendo que sua gestão ampliou o caixa da associação, além de ter adotado medidas para apurar e conter irregularidades internas.

No posicionamento, Cid destaca que, durante sua presidência (2023–2025), a situação financeira da ABCZ teria apresentado crescimento significativo, passando de R$24 milhões em caixa, em janeiro de 2023, para mais de R$50 milhões ao final de 2025, valor que, segundo ele, representa o maior da história da entidade, que tem 107 anos. Ele atribui o resultado a uma administração que classifica como “profissional e exitosa” e afirma que não houve tolerância a práticas contrárias aos interesses da instituição. 

Para o ex-presidente da Associação, apesar de pareceres do Conselho Fiscal e de uma auditoria externa independente favoráveis à aprovação das contas, a votação foi respaldada por apertada margem de cinco votos entre 47 votantes, dentre os mais de 26 mil associados.

Cid esclareceu que a dúvida levantada durante a assembleia teria sido motivada por uma investigação em andamento, mas pondera que o processo desconsiderou o fato de que as próprias irregularidades foram identificadas ainda durante sua gestão. Segundo ele, a diretoria atuou de forma proativa para interromper as práticas, responsabilizar os envolvidos e solicitar a abertura de inquérito policial. “A decisão atinge de forma indistinta todo o corpo diretivo responsável pela administração no triênio 2023–2025, muitos dos quais seguem integrando a atual gestão, inclusive na área financeira”, ressaltou.

Ainda de acordo com o ex-presidente, a administração também reuniu documentação que apontaria a existência de um esquema estruturado para causar prejuízos financeiros à entidade. O suspeito, conforme a nota, foi identificado, desligado por justa causa e segue sendo investigado pelas autoridades competentes. “Na esfera judicial, a então diretoria jurídica identificou e obteve o bloqueio de mais de R$900 mil em bens e dinheiro, que deverão ser restituídos à ABCZ ao fim do processo penal”, acrescentou.

Por fim, ele sustenta que a reprovação das contas representa uma tentativa de distorcer os fatos e reforça que a decisão deve ser interpretada como um movimento de caráter político, que, segundo Cid, não contribui para o fortalecimento institucional da ABCZ.

Conforme divulgado anteriormente pelo Jornal da Manhã, as contas de 2025 da ABCZ, último ano da gestão de Gabriel Cid, foram reprovadas em Assembleia Geral Ordinária realizada na quarta-feira (18)

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