Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (Ipserv) está em atraso com os benefícios dos aposentados; informação foi confirmada pelo presidente da instituição
Jairo Chagas
Ipserv não quitou o benefício de outubro de cerca de 1,5 mil segurados por falta do repasse de R$1,7 milhão de aporte compulsório da PMU
Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (Ipserv) está em atraso com os benefícios dos aposentados. A informação foi confirmada pelo presidente da instituição, Wellington Gaia, assegurando que não houve o pagamento por ausência dos repasses dos aportes compulsórios da Prefeitura de Uberaba. Ainda ontem diretores se reuniram para tratar do assunto com o secretário de Finanças, Wellington Fontes.
Conforme revela o presidente do Ipserv, os salários deveriam ser depositados no quinto dia útil do mês, ou seja, dia 8 de novembro. Porém, o não-repasse do aporte, que gira em torno de R$1,7 milhão, impossibilitou o pagamento. Além disso, Wellington Gaia admite ser “imprevisível” garantir data para liberar os benefícios, visto que não há previsão do repasse destes aportes compulsórios. “Nós dependemos disso para o pagamento”, explica.
O atraso se refere à massa ligada à PMU, que gira em torno de 1.500 aposentados e pensionistas. Já para os que recebem pelo instituto, ou seja, 526 segurados, não houve atraso no pagamento dos salários.
Já o secretário da Fazenda explica que a falta do pagamento não é culpa da Prefeitura de Uberaba. Ele diz que a administração municipal pagou as contribuições devidas e existe apenas um aporte que deve ser resolvido internamente pelo Ipserv.
Segundo o secretário, o problema está relacionado ao desequilíbrio de massa que existe no instituto previdenciário, ou seja, a PMU paga mais aposentados do que o próprio Ipserv. Ele assegura que a administração municipal está acompanhando de perto a situação desde janeiro, mas somente agora o instituto teve dificuldade em realizar o pagamento. Fontes conta ainda que reunião realizada ontem com a diretoria tratou de adequações da legislação e estão sendo estudadas para tentar minimizar o problema no Ipserv.
A assessoria de imprensa da Prefeitura ratificou o posicionamento do titular das Finanças de que o instituto terá que fazer o reequilíbrio da massa para garantir a normalidade dos pagamentos.