POLÍTICA

Arrecadação do município cresce 15% em agosto deste ano

PMU arrecadou quase 15% a mais em agosto deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2014. O índice ultrapassa a inflação registrada no período

Gisele Barcelos
Publicado em 18/09/2015 às 23:43Atualizado em 16/12/2022 às 22:13
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Prefeitura arrecadou quase 15% a mais em agosto deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2014. O índice ultrapassa a inflação registrada no período e aponta ganho real para os cofres municipais. As receitas somaram R$47,9 milhões no mês analisado em 2015, contra R$41,9 milhões registrados no ano anterior.

De acordo com o balanço da Secretaria Municipal de Finanças, o resultado de agosto foi puxado principalmente pelo aumento das transferências federais para uso exclusivo no custeio de serviços na área de Assistência Social, Educação e Saúde. O bolo cresceu algo em torno de 20%, pulando de R$10,8 milhões em agosto de 2014 para R$12,9 milhões no mesmo mês deste ano.

Os demais repasses federais e estaduais também foram maiores em agosto. O secretário municipal de Finanças, Wellington Gaia, destaca que apenas o FPM apresentou variação negativa. A diferença foi pequena em termos nominais, porém o secretário pondera que o repasse do FPM sequer teve a atualização referente ao índice da inflação, o que representa perda real para o município. No entanto, ele salienta que o ICMS e IPVA subiram no período analisado, o que compensou o somatório final dos repasses.

Ao todo, as verbas provenientes dos impostos estaduais e federais somaram R$22,3 milhões em agosto deste ano para os cofres do município, considerando os valores brutos, ou seja, sem desconto da cota revertida para o Fundeb. Já no mesmo intervalo de 2014, o montante foi de R$20,2 milhões. Em percentuais, essas receitas subiram aproximadamente 10%.

A arrecadação com impostos municipais cresceu no mesmo patamar. A Prefeitura recolheu R$9,9 milhões em agosto do ano passado, contra R$10,9 milhões no mesmo mês deste ano. Conforme o balanço da Secretaria de Finanças, uma leve retração foi observada somente no ITBI e no IPTU. Gaia analisa que a crise econômica reflete indiretamente no orçamento familiar e causa um aumento da inadimplência de tributos municipais como o IPTU.

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