Arrecadação da Prefeitura nos primeiros sete meses deste ano foi 4,5% maior que o montante registrado no mesmo período de 2014
Arrecadação da Prefeitura nos primeiros sete meses deste ano foi 4,5% maior que o montante registrado no mesmo período de 2014. O volume total de receitas subiu de R$377,6 milhões para R$393,2 milhões no intervalo analisado.
O município recebeu menos recursos carimbados para uso exclusivo em Assistência Social, Educação e Saúde. Porém, houve compensação no resultado final por causa do incremento de tributos municipais e também dos repasses constitucionais oriundos do Estado e da União.
O montante arrecadado com impostos municipais cresceu de R$92,2 milhões para R$97,2 milhões. O melhor desempenho foi do IPTU: os cofres municipais recolheram R$24,8 milhões de janeiro a julho deste ano, contra R$23,1 milhões do mesmo período de 2014.
A taxa de coleta de lixo também subiu, pulando de R$16,3 milhões nos primeiros sete meses do exercício anterior para R$18 milhões agora. O ISSQN saiu de R$34,7 milhões no acumulado de 2014 para R$35,7 milhões este ano.
Já os repasses federais e estaduais somaram R$190 milhões até julho deste ano, considerando os valores brutos – sem desconto da cota revertida para o Fundeb. Em 2014, o volume registrado foi de R$173,3 milhões no mesmo período. O aumento foi puxado principalmente pelo desempenho do IPVA, que teve incremento em torno de 12%, e do ICMS, com alta de quase 9% em comparação ao exercício anterior. O FPM também mostrou variação positiva.
Apesar do resultado nominal positivo, o valor ficou abaixo do esperado para o período. De acordo com o secretário municipal de Finanças, Wellington Gaia, o percentual de crescimento da receita não ultrapassou o índice da inflação. Com isso, o poder de compra do município está menor em 2015.
Gaia também analisa que, devido à crise econômica, o desempenho das receitas deverá piorar. Ele lembra que repasses como o ICMS e FPM são afetados diretamente pelo cenário macroeconômico do país, além de também haver reflexo indireto da situação no orçamento familiar e causar um aumento da inadimplência de tributos municipais como o IPTU.
O secretário ressalta que, até o momento, a Prefeitura ainda não sentiu um impacto forte porque a economia local é centrada no setor de serviços. Porém, ele avalia que o município não sairá iles “A crise pegou todo mundo. Os municípios focados na atividade industrial sentiram primeiro. Nós também vamos ressentir num segundo momento”.