CAMPANHA POLICIAL

Ataque virtual e ameaça viram casos de polícia na campanha

Marconi Lima
Publicado em 31/08/2026 às 20:50Atualizado em 31/08/2026 às 20:51
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Dois casos registrados na Polícia Civil, em um intervalo de 24 horas, envolvem candidatos a cargos proporcionais com domicílio eleitoral em Uberaba. As ocorrências estão relacionadas a supostas ações irregulares em redes sociais durante a campanha eleitoral.

A campanha do candidato a deputado estadual Ismar Marão (PSD) registrou ocorrência após identificar movimentações não autorizadas em uma conta utilizada para divulgação de conteúdo eleitoral no Instagram e no Facebook. O caso teria ocorrido entre os dias 26 e 27 de agosto.

Segundo o relato apresentado pelo advogado Diógenes Alves de Sene, a coordenação de marketing da campanha depositou R$5 mil, no dia 26, em uma conta da Meta, empresa responsável pelas duas plataformas. O valor, conforme o boletim, é proveniente do Fundo Partidário e seria utilizado para o impulsionamento de conteúdos do candidato.

Ainda de acordo com o registro, os créditos foram utilizados, sem a autorização da equipe de marketing, para impulsionar publicações diferentes dos materiais produzidos e aprovados pela campanha. A situação levou à suspeita de que a conta do candidato poderia ter sido invadida e utilizada para realizar os impulsionamentos indevidos.

No dia seguinte, a vereadora Rochelle Gutierrez (PDT) procurou a Polícia Civil para relatar outro episódio relacionado a redes sociais e à campanha eleitoral. Segundo ela, recebeu uma ligação de um homem que afirmou ter ocorrido, na noite anterior, uma tentativa de derrubar a conta do Instagram de um candidato a deputado estadual pelo PL.

Conforme o relato de Rochelle, o homem teria afirmado que a ação estaria relacionada à compra de seguidores e que a operação teria utilizado o cartão de crédito de um assessor que já havia trabalhado na equipe da vereadora. O interlocutor também teria mencionado informações sobre o endereço residencial do assessor e dados que, segundo ele, teriam sido obtidos a partir de uma conta de e-mail.

Rochelle afirmou ter se sentido ameaçada durante a ligação. Segundo o boletim, o homem teria dito que estava fazendo o contato como forma de alerta, porque a campanha teria muitos policiais e que “o pessoal é meio nervoso”.

Os dois episódios foram registrados para investigação. Até o momento, os boletins de ocorrência registram os relatos apresentados pelos envolvidos, sem apontar autoria comprovada para a suposta invasão de conta, os impulsionamentos ou a tentativa de derrubada de perfil. 

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