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Em audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Uberaba (CMU) para debater política pública de proteção aos animais, os participantes do encontro concluíram que ocorreram muitos avanços no setor, mas ainda insuficientes para combater os maus-tratos e o abandono, especialmente, de cães e gatos. Durante o evento, tratou-se da função da Superintendência Municipal do Bem-Estar Animal; políticas públicas para o controle populacional de cães e gatos, e defesa, proteção e amparo legal aos animais.
Para o promotor de Justiça Carlos Valera, falar sobre política pública para cães e gatos é algo difícil. “Algumas pessoas acham que a causa animal é fetiche, só que se esquecem de alguns detalhes que precisam ser relembrados insistentemente. A causa animal não é só paixão para alguns, ela está eleita na condição de um problema de saúde pública”, frisou, lembrando em seguida que São Paulo viveu problema sério com surto de raiva na década de 80. Segundo Valera, a discussão avançou sobremaneira: “Em janeiro de 2016 foi promulgada no Estado a Lei 21.970, que disciplinou em nível estadual, remetendo aos respectivos municípios a obrigação do poder público em atentar para as questões da causa animal, de cães e gatos especificamente”.
Idealizadora do evento, a vereadora Denise Max (PR) relatou as dificuldades na defesa da causa. “A luta de quem trabalha pelos animais é como tirar água de pedra. Mas, diante das inúmeras pessoas empenhadas na causa em nossa cidade, ‘Uberaba’ tem olhado mais para o assunto. Tenho fé que com união alcançaremos nossos objetivos”, disse. Denise lembrou, mais uma vez, que existem hoje nas ruas da cidade 15 mil animais abandonados.