Parlamentares que não estiveram em plenário no dia da votação do reajuste no vencimento dos vereadores de 6,22% têm posicionamento diferente sobre a matéria aprovada no dia 9 de abril. O vereador Edmilson de Paula (PRTB) se diz contrário. Já Marcelo Machado Borges, Borjão (DEM), diz que se trata de um reajuste legal, mas também cobra aumento nos salários dos servidores da Câmara.
Edmilson está de licença médica e não compareceu a nem uma das sessões ordinárias do mês de abril. O parlamentar se manifestou sobre o assunto através de nota em rede social. Ele garantiu ser contra o aumento no salário, mas não mencionou qualquer possibilidade de devolver o valor do reajuste. O “post” depois foi apagado.
Em conversa com a reportagem do JM, Edmilson preferiu não polemizar. Limitou-se apenas a dizer que não foi consultado sobre o assunto e que só ficou sabendo sobre o projeto após a votação. Sobre o retorno às atividades plenárias, Edmilson disse que já está recuperado. Já nas últimas três sessões do mês de abril, ele garante presença. Nas últimas publicações de fotos em rede social, ele aparece bem disposto, inclusive em solenidades oficiais.
Borjão, em entrevista ao jornalista Tulio Micheli, na Rádio JM, na tarde de ontem, argumentou que não estava em plenário porque havia agendado anteriormente uma entrevista. “Era uma sessão de requerimento e indicações, não era para votar projeto”, argumentou Borjão, para justificar a ausência naquela reunião plenária, na qual também foi lido o relatório da Comissão de Ética sobre a apuração do caso “cemiterioduto”. Relatório que, por sinal, foi aprovado.
Sempre polêmico, desta vez o democrata foi mais comedido. Disse apenas que se trata de uma situação legal. “O reajuste é legal, está previsto em lei”, frisou Borjão. O democrata, que nos últimos tempos vem às rusgas com o presidente do Legislativo, Luiz Dutra (SD), foi cordial com o colega ao se referir sobre a possibilidade de aumento nos salários dos servidores da Câmara. “Tenho certeza que o presidente Dutra cuidará bem desse assunto”, ressaltou Borjão.