Um dos autores da denúncia que culminou na ação por fraude em licitação envolvendo o ex-prefeito critica estratégia da defesa
Um dos autores da denúncia que culminou na ação penal por fraude em licitação envolvendo o ex-prefeito Anderson Adauto (PRB), o engenheiro civil e comerciante Marcelo Alexandre Diniz critica a estratégia da defesa do réu em mostrar que o serviço relacionado à contratação da agência de publicidade foi prestado pelos veículos de comunicação.
De acordo com ele, a situação não muda o teor da denúncia, que foi a contratação irregular da empresa, por meio de um decreto emergencial, pelo valor de R$1,2 milhão, pelo ex-prefeito AA. “Não está sendo questionado se a verba de publicidade foi gasta ou não. Nossa denúncia é quanto à contratação irregular”, afirma. Ele também explica que o MP, durante apuração da denúncia, confirmou que os gastos com publicidade não tinham caráter emergencial. “Só ocorreu porque a verba de publicidade se esgotou”, diz. Além disso, ele diz que os valores foram direcionados à divulgação dos 150 anos do aniversário de Uberaba, patrocínio de um campeonato de futsal, ajuda a entidades ligadas ao ramo supermercadista, divulgação dos 150 anos do Espiritismo, entre outros.
Inclusive, Marcelo Alexandre também foi ouvido na quarta-feira (13), durante a audiência de instrução e julgamento da ação, perante o juiz Ricardo Cavalcante Motta, da 1ª Vara Criminal. Ele prestou depoimento como testemunha arrolada pela acusação, no caso o Ministério Público. “Confirmei que minha denúncia foi retirada, exclusivamente, do Porta-Voz, diário oficial do município”, finaliza.
A ação penal continua na fase processual, pois algumas testemunhas, tanto por parte da defesa dos réus quanto pela acusação, ainda precisam ser ouvidas por carta precatória. Somente após esta fase o processo segue para as alegações finais e, depois, para sentença judicial.