O benefício do auxílio-moradia disponível para os deputados estaduais mineiros, agora liberado também para aqueles que têm casa em Belo Horizonte e na região metropolitana, pode custar aos cofres públicos de R$8,2 milhões a R$12,6 milhões ao final dos quatro anos de mandato. São mais de R$200 mil ao mês.
O Projeto de Resolução da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) teve o voto de aprovação, em primeiro turno, do deputado Tony Carlos (PMDB) e do deputado Lerin em segundo turno. Uma emenda garante ao comando do Legislativo fazer o valor da verba saltar de R$2.850 para R$4.377,73.
O projeto foi aprovado por 36 votos a favor e 21 contra. Com isso, têm direito a receber o benefício 81 deputados: 77 em exercício e mais quatro que estão licenciados. Mas, 21 parlamentares protocolaram pedido renunciando ao auxílio-moradia.
Além do auxílio-moradia, os deputados estaduais e secretários de Estado têm direito à verba indenizatória de R$20 mil, que nos quatro anos de mandato custará aos cofres públicos mais R$19,4 milhões anuais pelos 81 parlamentares. Cada deputado estadual tem ainda disponíveis R$77.698,50 para contratar funcionários de gabinete.
O deputado Sargento Rodrigues (PDT), que votou contra a proposição, criticou a postura da imprensa sobre o tratamento nos noticiários para a aprovação do auxílio-moradia. Ele indagou por que razão a imprensa não critica medidas semelhantes concedidas a juízes, desembargadores e promotores. Ele citou o exemplo do auxílio-livro, que beneficiou cada um dos membros do Judiciário com um aumento de R$13 mil anuais em seus vencimentos.