Uberaba contabiliza mais uma morte por dengue em 2015. A informação foi confirmada ontem na divulgação do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde
Uberaba contabiliza mais uma morte por dengue em 2015. A informação foi confirmada ontem na divulgação do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde. A última morte que havia sido registrada foi um idoso, de 63 anos, no início de abril. Já as três primeiras foram de mulheres, sendo duas idosas, com idade acima de 80 anos e outra de 45 anos. Agora, o quinto óbito pela doença ocorreu no dia 29 de abril. Trata-se de paciente do sexo feminino, de 47 anos de idade.
Com esta nova confirmação, a cidade está em segundo lugar no ranking de mortes pela doença registradas este ano em Minas Gerais, perdendo apenas para Uberlândia, que agora tem seis óbitos confirmados pela SES. Em todo Estado já são 43 mortes registradas.
O secretário municipal de Saúde, Marco Túlio Cury, lamenta a confirmação da quinta morte por dengue no município. Segundo ele, Uberaba tem poucas notificações da doença e, infelizmente, os casos mais graves levaram aos óbitos. Além disso, ele destaca que o combate à proliferação ao mosquito é uma ação conjunta entre as esferas federal, estadual e municipal. “Estamos fazendo nossa parte”, afirma. No entanto, ele quer discutir esta situação com representantes da SES e ainda do Ministério da Saúde.
Além disso, o secretário afirma que o cidadão também deve fazer sua parte e também convoca a população a dar sua contribuição para evitar a proliferação da doença. “Vamos, mais uma vez, nos unir pela prevenção”, afirma. No boletim epidemiológico, a SES confirma ser fundamental a participação dos cidadãos, tendo em vista que pesquisas mais recentes apontam que mais de 80% dos focos de Aedes aegypti estão dentro dos domicílios.
Ainda segundo o documento, até o momento foram confirmados 57.847 casos de dengue em Minas Gerais. A divulgação dos casos segue a nova metodologia que engloba os casos suspeitos, utilizada pelo Ministério da Saúde. Os casos considerados “suspeitos” são aqueles que ainda aguardam resultados de exames laboratoriais, enquanto os casos “confirmados” já passaram por todo o processo de investigação.