POLÍTICA

Borjão acusa China de aumento de benefícios nos bastidores da CMU

China trabalha recolhendo assinaturas para apresentação de projeto de iniciativa popular para reduzir os salários dos parlamentares

Marconi Lima
Publicado em 15/09/2015 às 08:49Atualizado em 16/12/2022 às 22:17
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Rodrigo Garcia/CMU

Discussão entre os vereadores Borjão e China chamou a atenção ontem no plenário da Câmara Municipal

A guerra verbal entre os vereadores Marcelo Machado Borges – Borjão (DEM) – e China (SD) ganhou mais um capítulo. Desta vez foi na primeira reunião ordinária do mês de setembro. A proposta de redução do salário dos vereadores, dos atuais R$9,8 mil para R$5 mil, foi mais uma vez o tema da discussão.

China trabalha com recolhimento de assinaturas para a apresentação de projeto de iniciativa popular para reduzir os vencimentos dos parlamentares. Borjão, no uso da tribuna no plenário, afirmou que o colega vereador usa de demagogia ao tratar do assunto. “Nos bastidores, todos aqui são testemunhas, ele [China] fala de aumento de vencimentos. O termo que ele usa é ‘toddynho’. Ele fala: precisamos aumentar o nosso ‘toddynho’. E agora vem aqui falar em moralidade e reduzir salário? Reduz o seu!”, esbravejou Borjão.

De acordo com o democrata, o termo “toddynho” seria utilizado por China como forma de reforçar os ganhos dos vereadores através de viagens (com liberação de diárias) e aumento da verba de gabinetes. “Eu estou mentindo, vereadora Denise [Max (PR)]? Eu estou mentindo quando o China fala do ‘toddynho’?”, reforçou Borjão em questionamento feito à vereadora, que assentiu positivamente com a cabeça.

China, por sua vez, desmentiu a fala de Borjão e disse que é 100% honesto e que não está de demagogia com a proposta de redução de salários. “Não é verdade a fala do vereador Borjão. Como eu posso pedir aumento de salário se o nosso salário é estabelecido em lei?”, questionou China.

Logo depois, o parlamentar aumentou o tom contra Borjão. O democrata interrompeu a fala de China fora do microfone, que retrucou: “A palavra está comigo! O senhor me respeite, ‘coronel’! B... é você! B... é você, coronel, me respeite! Eu sempre respeitei o senhor, já te elogiei aqui. Mas agora, coronel, vejo que o senhor não está pronto para viver em um país democrático”, frisou China.

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