China trabalha recolhendo assinaturas para apresentação de projeto de iniciativa popular para reduzir os salários dos parlamentares
Rodrigo Garcia/CMU
Discussão entre os vereadores Borjão e China chamou a atenção ontem no plenário da Câmara Municipal
A guerra verbal entre os vereadores Marcelo Machado Borges – Borjão (DEM) – e China (SD) ganhou mais um capítulo. Desta vez foi na primeira reunião ordinária do mês de setembro. A proposta de redução do salário dos vereadores, dos atuais R$9,8 mil para R$5 mil, foi mais uma vez o tema da discussão.
China trabalha com recolhimento de assinaturas para a apresentação de projeto de iniciativa popular para reduzir os vencimentos dos parlamentares. Borjão, no uso da tribuna no plenário, afirmou que o colega vereador usa de demagogia ao tratar do assunto. “Nos bastidores, todos aqui são testemunhas, ele [China] fala de aumento de vencimentos. O termo que ele usa é ‘toddynho’. Ele fala: precisamos aumentar o nosso ‘toddynho’. E agora vem aqui falar em moralidade e reduzir salário? Reduz o seu!”, esbravejou Borjão.
De acordo com o democrata, o termo “toddynho” seria utilizado por China como forma de reforçar os ganhos dos vereadores através de viagens (com liberação de diárias) e aumento da verba de gabinetes. “Eu estou mentindo, vereadora Denise [Max (PR)]? Eu estou mentindo quando o China fala do ‘toddynho’?”, reforçou Borjão em questionamento feito à vereadora, que assentiu positivamente com a cabeça.
China, por sua vez, desmentiu a fala de Borjão e disse que é 100% honesto e que não está de demagogia com a proposta de redução de salários. “Não é verdade a fala do vereador Borjão. Como eu posso pedir aumento de salário se o nosso salário é estabelecido em lei?”, questionou China.
Logo depois, o parlamentar aumentou o tom contra Borjão. O democrata interrompeu a fala de China fora do microfone, que retrucou: “A palavra está comigo! O senhor me respeite, ‘coronel’! B... é você! B... é você, coronel, me respeite! Eu sempre respeitei o senhor, já te elogiei aqui. Mas agora, coronel, vejo que o senhor não está pronto para viver em um país democrático”, frisou China.