O enfraquecimento da cadeia produtiva do eucalipto, que vai do carvão vegetal à celulose, foi relatado por produtores rurais e representantes da indústria em audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na qual eles também reivindicaram melhorias no licenciamento ambiental, além da redução de impostos.
O debate, promovido pela Comissão de Participação Popular, teve como objetivo discutir a situação das produções de eucalipto do Leste de Minas. O professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) José de Castro, resumiu o cenário ao relatar que Minas Gerais tem mais de 12 mil dispositivos legais sobre a silvicultura. “É muito comando e pouco controle”, afirmou.
A impossibilidade de se administrarem e fiscalizarem tantas leis é, para Castro, um dos problemas do setor. Ele questionou uma série desses dispositivos, que exigiriam da cultura de eucalipto o que não é demandado de outras culturas agrícolas, como licença para corte e estudo de impacto ambiental.
Representante da Federação da Agricultura e Pecuária (Faemg), Ana Carolina Gomes, citou uma série de programas e ações da instituição que visam a ajudar os produtores a trabalhar de forma sustentável.
“Não vamos apenas produzir; vamos produzir e conservar”, disse, ao apresentar alguns dos trabalhos, como o programa Nosso Ambiente.