Caixa Econômica vai retomar imóveis do programa Minha Casa Minha Vida que permanecem desocupados. Os mutuários terão prazo até o fim de março para regularizar a situação
Caixa Econômica Federal vai retomar imóveis do programa Minha Casa Minha Vida que permanecem desocupados. Os mutuários terão prazo até o fim de março para regularizar a situação ou o contrato será cancelado. Mais de 300 unidades do programa habitacional ainda estão sem moradores e a situação tem sido alvo de diversas denúncias desde o fim do ano passado. De acordo com o presidente da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), Wagner Nascimento Júnior, após reunião com a Caixa Econômica foi acertado que os imóveis abandonados serão retomados para que seja possível atender outras pessoas cadastradas no programa. “A casa precisa ser entregue para quem realmente precisa. Está sendo dado prazo para os donos se adequarem, mas, se não ocuparem o imóvel até abril, perderão a propriedade”, salienta. Questionado sobre as casas alugadas ou vendidas, Wagner afirma que também haverá ações pontuais num segundo momento. Ele lembra que o programa habitacional tem como objetivo diminuir o déficit habitacional, não ser utilizado para especulação imobiliária. “Vamos conferir e fiscalizar se quem está morando é quem foi contemplado. Estamos agindo para cumprir a lei e a finalidade do programa”, argumenta. No entanto, o presidente da Cohagra pondera que existem algumas dificuldades para identificar eventuais irregularidades, pois a locação pode ter sido formalizada por meio de contratos informais. Por isso, Wagner pede à população que denuncie os casos irregulares. “Quem souber de situações assim deve comunicar tanto na sede da Cohagra quanto aos vereadores. Queremos fazer o justo para os que realmente precisam, mas para isso precisamos do apoio da população”, enfatiza. Além disso, o presidente da Cohagra relembra que será feita uma varredura nas inscrições existentes, bem como nos novos cadastros que serão feitos a partir deste ano. Segundo ele, os interessados em receber as unidades habitacionais serão avaliados por assistente social em visitas domiciliares para verificar a real necessidade do imóvel próprio. “É uma forma de evitar que os problemas se repitam”, conclui.