Prefeito Luiz Carlos da Silva, o Luizinho do Doca, e a Câmara Municipal de Veríssimo travam guerra em meio ao processo eleitoral
Candidato à reeleição pela coligação “Veríssimo Quer Mais” (PR/DEM/PSB/PV), o prefeito Luiz Carlos da Silva, o Luizinho do Doca (PV), e a Câmara Municipal de Veríssimo, formada por nove vereadores, travam uma guerra em meio ao processo eleitoral.
A polêmica envolve o reajuste dos salários dos próximos agentes políticos. Apesar da possibilidade de vitória, Luizinho do Doca vetou o projeto de lei aprovado pela Câmara, que fixava uma remuneração de R$ 15 mil para o próximo prefeito; R$ 7,5 mil para o vice, e R$ 4,5 mil para os diretores de departamento (cargo similar ao de secretariado). Na sexta-feira passada, o Legislativo reagiu e com apenas um voto a favor do prefeito, o veto foi derrubado.
O prefeito garante que é humanamente e economicamente impossível pagar estes aumentos. “Os percentuais aprovados ultrapassam em muito aquele considerado razoável; é uma proposta acima de 50% dos valores pagos atualmente”, desabafa. Ele lembra que os servidores municipais de Veríssimo têm reivindicado um reajuste dos seus vencimentos, que estão defasados. “Conceder este aumento proposto para os diretores de departamento, além de chocar com as possibilidades dos cofres públicos, ainda vai provocar indignação entre os demais servidores”, afirma.
Luizinho do Doca também ressalta que os cofres públicos municipais estão carentes de recursos e padecem de permanentes dificuldades financeiras e orçamentárias, já que sua receita própria é ínfima. Segundo ele, a administração municipal é gerida, basicamente, com recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), como é do conhecimento da Câmara de Vereadores. “Com a crise econômica internacional se espalhando, não demora muito ela vai contaminar a economia brasileira, com tendência de redução nos repasses mensais do FPM”, prevê o prefeito-candidato.