Os vereadores passarão os próximos dias reunidos em busca de alternativas para administrar a Câmara, a partir de 2010, por conta da redução no repasse mensal do duodécimo.
Os vereadores passarão os próximos dias reunidos em busca de alternativas para administrar a Câmara, a partir de 2010, por conta da redução no repasse mensal do duodécimo. Nos bastidores do Legislativo a informação é de que pelo menos 80 servidores deverão ser dispensados a partir de janeiro, além de outros cortes.
No início da tarde de ontem, antes da sessão ordinária, os parlamentares se reuniram no gabinete da presidência para discutir a questão. Os vereadores Antônio dos Reis Gonçalves Lerin (PSB) e Marcelo Machado Borges (PMDB) informaram que todos os veículos serão cortados, viagens serão reduzidas e uso de telefones pelos vereadores controlado.
Membro da Mesa Diretora, Lerin afirmou que o número de demissões pode chegar a 100, incluindo assessores de gabinetes, administrativos e de cargos comissionados. “Os assessores têm o mesmo grau de confiança que os indicados pela Casa. Por isso, tem de haver um tratamento de igualdade. Se não houver redução no número de assessores, alguns deverão ser colocados à disposição para prestar serviço na Câmara”, opinou. O vereador salientou que a redução de despesas deve ser de R$ 300 mil.
Borjão confirmou as medidas a serem tomadas e listadas pelo colega, mas foi taxativo ao afirmar que não concorda com a proposta de redução no número de assessores de gabinetes. “Já cortamos muitas despesas. Vereador não tem 13° salário e eu não concordo em prejudicar os que ajudaram a nos eleger”, sentenciou.
Atualmente a CMU funciona com cerca de 300 servidores, incluindo os assessores de gabinetes. No fim do ano passado, a mesma medida de reduzir pessoal foi tomada pela presidência da Casa, assim que passou o processo eleitoral. Em março, processo seletivo foi realizado e outros 72 funcionários contratados dispensados. Segundo dados da administração do Legislativo, 35 candidatos aprovados na seleção foram contratados. Por causa das reuniões, realizadas de forma sigilosa, o clima nos corredores é tenso. Muitos servidores estão com medo de ser dispensados, voltando a repetir situação vivida pela maioria em um passado bem recente.