POLÍTICA

Câmara dos Deputados vota nesta terça os destaques da terceirização

A regulamentação da terceirização continua na pauta do plenário da Câmara dos Deputados a partir de hoje

Marconi Lima
Publicado em 14/04/2015 às 22:40Atualizado em 17/12/2022 às 00:35
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A regulamentação da terceirização continua na pauta do plenário da Câmara dos Deputados a partir de hoje. Os deputados votarão as emendas e os destaques apresentados ao texto-base do deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA) para o Projeto de Lei (PL) 4330/04.

O texto-base, aprovado na semana passada, contou com quatro votos de deputados ligados a Uberaba, seja pelo domicílio eleitoral ou por ligações políticas. Votaram a favor do PL 4330/14 Aelton Freitas (PR), Caio Narcio (PSDB), Marcos Montes (PSD) e Zé Silva (SD). Apenas Adelmo Carneiro (PT) foi contrário à proposição.

Os partidos que são contra alguns aspectos da terceirização vão tentar mudar, por exemplo, a possibilidade de ela ser usada inclusive para as atividades-fim da empresa contratante. Esse é um dos pontos mais polêmicos, pois os sindicatos temem a precarização da relação trabalhista. Já os defensores argumentam que isso aumentará o número de empregos.

Também poderá ser discutido o tipo de responsabilidade da empresa contratante em relação aos direitos trabalhistas, se ela será subsidiária ou solidária. O texto prevê que será solidária, permitindo ao trabalhador processar a contratante e também a contratada, apenas se a empresa contratante não fiscalizar os pagamentos devidos pela contratada.

Dos 324 votos a favor do PL-4330, 164 (50%) vieram de parlamentares do bloco empresarial da Câmara. O levantamento foi feito pela revista Carta Capital e tem como base um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), após as eleições de 2014. A entidade fez uma radiografia do Congresso e concluiu que a maior bancada é a patronal, formada por 221 deputados. Dos 221 integrantes da bancada empresarial, 189 participaram da votação do PL-4330. Cerca de 86% deles (164) foram favoráveis ao texto. Os outros 25 integrantes do bloco (14%) optaram pelo “não”.

A vitória da terceirização na Câmara também revela a fragilidade da bancada sindical na Casa. Nas eleições de 2014, esse bloco sofreu um duro revés, caindo de 83 deputados federais para 51, de acordo com dados do Diap. Na votação do PL 4330, os sindicalistas votaram majoritariamente contra o projet 37 dos 44 parlamentares presentes (72,5%) rejeitaram o texto, enquanto sete (15,9%) votaram a favor dele.

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