O modelo de gestão que será adotado pelo Hospital Regional dará o tom da audiência pública que será realizada hoje em Uberaba por iniciativa do vereador Kaká Se Liga (PSL). “Estima-se que a manutenção e o custeio de uma unidade como essa seja de R$5 a R$6 milhões por mês, ou seja, em torno de R$60 milhões ao ano”, diz o socialista, ao ponderar que fazer a obra não é difícil, mas manter a estrutura funcionando sim. Para o evento foram convidados os prefeitos e gestores da Saúde nos 27 municípios da macrorregião de Uberaba e que estão sob a jurisdição da Superintendência Regional de Saúde, entre outras autoridades ligadas ao setor. “Não podemos deixar este assunto para as vésperas da inauguração do Hospital Regional. É temerário. Hoje existe um déficit de leitos que não podemos desconsiderar e um complexo hospitalar de mais de 120 leitos para ser colocado em funcionamento. Nosso papel é trazer estas discussões à tona para estarmos preparados para os desafios que teremos pela frente”, afirma Kaká. A previsão é de inaugurar a unidade em 31 de outubro deste ano e, segundo o vereador, é fundamental desde já que os municípios se envolvam com a discussão porque, como o próprio nome diz, o hospital será regional. Kaká ressalta que é preciso ficar claro, durante o evento, o compromisso dos prefeitos com a gestão por consórcio, já que serão atendidos pacientes das 27 cidades. A audiência pública terá início às 14h, sendo realizada no anfiteatro da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu). Na opinião do presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Marcelo Borjão (DEM), a discussão ocorre fora de hora. Para ele, esses eventos devem acontecer quando há algum problema a discutir e, nesse caso, não se sabe ainda quando o hospital será inaugurado; como será o atendimento; o custo por leito, entre outras questões. “Não que eu seja contra [a audiência], mas acho que o Legislativo tem que começar a se preocupar no momento em que [o hospital] começar a funcionar”, afirmou Borjão, cuja atitude desagradou Kaká. Para ele, o colega deveria ser companheiro e não “jogar para a torcida”.