O assunto que não quer calar na Câmara Municipal de Uberaba (CMU) é a prestação de serviços da organização social (OS) Pró-Saúde à frente da gestão das Unidades de Pronto-Atendimento de Uberaba (UPAs).
Os parlamentares manifestam-se inconformados com os serviços prestados, tanto que por duas vezes convidaram representantes da OS para irem ao plenário prestar esclarecimentos. E agora vão reenviar um convite para que a própria OS escolha a data, já que nas duas outras ocasiões não houve comparecimento.
Durante a quarta reunião ordinária de abril na CMU, o vereador Kaká Carneiro (PR) criticou duramente a OS e se posicionou novamente contra a permanência da Pró-Saúde em Uberaba.
O presidente da CMU, Luiz Dutra (PMDB), disse que não estaria descartada a criação de uma comissão para investigar a prestação de serviços da Pró-Saúde em Uberaba. Na legislatura passada foi instaurada uma Comissão Especial de Investigação (CEI), cujo relatório final solicitou a ampliação das investigações através de uma Comissão Especial Processante (CEP), o que foi rejeitado pelo plenário.
Kaká comentou que continua fiscalizando diariamente a OS, que é responsável pelas duas UPAs do município. Ele lembrou que os médicos (que haviam entrado em greve) foram demitidos no dia 25 e substituídos por outros no dia 26 de março.
O vereador Samuel Pereira (PR) comentou que a empresa que presta serviços para a Pró-Saúde retirou médicos que tinham experiência nas UPAs para contratar recém-formados, uma troca que, segundo ele, não resolve os problemas.
Sobre a possibilidade de instaurar uma CEI, o presidente solicitou ao líder do governo, vereador Almir Silva (PR), que leve a informação ao prefeito Paulo Piau (PMDB), pois entende que a Pró-Saúde está brincando com o poder público, especialmente com o Legislativo.