Com a transação, a Cemig poderá negociar diretamente com a Gás Natural Fenosa a criação de nova sociedade para a construção do gasoduto Betim-Uberaba
A Cemig assinou ontem em Belo Horizonte o contrato para formalizar a compra das ações da Petrobras na Gasmig. O investimento foi de R$600 milhões para adquirir os 40% que pertenciam à estatal petrolífera na sociedade. A partir de agora a Cemig passará a controlar 99,57% do capital da distribuidora de gás e poderá negociar diretamente com a Gás Natural Fenosa a criação de uma nova sociedade para viabilizar a construção do gasoduto Betim-Uberaba.
Presente à solenidade, o governador Alberto Pinto Coelho (PP) enfatizou que o contrato assinado ontem trará impacto direto na realidade dos municípios mineiros. Além de ser uma etapa para consolidar a fábrica de amônia em Uberaba, ele destacou que o duto atenderá 56 cidades mineiras e disponibilizará gás natural para os principais polos econômicos do Estado. “Vamos, por meio do gasoduto, trabalhar o desenvolvimento de todas as cidades que se encontram no percurso, com derivações do fornecimento de gás, da industrialização. O gás é um atrativo fundamental na decisão dos empresários para os seus empreendimentos, pelo custo e como alternativa energética”, acrescentou.
Já o presidente da Cemig, Djalma Bastos Morais, ressaltou que a parceria com a Petrobras continuará em outros projetos que permitirão levar o gás a outras regiões de Minas Gerais.
A fatia que pertencia à Petrobras na Gasmig deverá ser repassada posteriormente à companhia espanhola Gás Natural Fenosa. A Cemig e a empresa estrangeira comunicaram no mês passado um acordo para viabilizar o investimento na construção do gasoduto que abastecerá a fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba. Entretanto, o avanço da parceria esbarra na aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 68/2014 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
A proposta em tramitação no Legislativo acabaria com a obrigatoriedade de autorização da Assembleia Legislativa para ser efetuada a venda de ações de todas as empresas públicas não controladas diretamente pelo Estado. A expectativa era votar a PEC antes do recesso parlamentar, mas houve resistência da bancada oposicionista à matéria e o cronograma foi adiado para agosto.