O primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), leu ontem comunicado de renúncia do senador Clésio Andrade (PMDB-MG). O político mineiro, que é um dos réus no mensalão tucano, informou que a decisão se deve a problemas de saúde.
Segundo sua assessoria, Clésio terá de se submeter a uma cirurgia devido a um grave problema ósseo e a recuperação do procedimento se estenderá por pelo menos 120 dias. O senador anexou laudos médicos à carta de renúncia.
Clésio disse ter optado por renunciar, em vez de apenas pedir licença do cargo, por considerar um “prejuízo ao erário público o recebimento sem o respectivo desempenho das funções” e para ser “coerente com a austeridade” que praticou durante o mandato.
O mandato de Clésio se encerraria em 31 de janeiro de 2015. Ele assumiu em 12 de janeiro de 2011, após o falecimento do senador Eliseu Resende (DEM-MG), do qual era primeiro suplente. Clésio também é presidente licenciado da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Os últimos meses do mandato devem ser exercidos pelo segundo suplente Antônio Aureliano Sanches de Mendonça (PSDB-MG). A data da posse ainda não foi marcada. Filho do ex-vice-presidente da República Aureliano Chaves, Antônio Aureliano já foi deputado federal e secretário de Transportes em Minas Gerais e no Distrito Federal.
No final da carta de renúncia, Clésio agradece aos colegas senadores e à população de Minas Gerais pela convivência e apoio e disse que Antônio Aureliano está preparado para assumir o mandato.
O político chegou a ser lançado como pré-candidato ao governo de Minas na disputa eleitoral deste ano. Em 23 de abril, entretanto, ele anunciou a desistência da pré-candidatura. Segundo o PMDB informou na época, ele aceitou a decisão do partido de se coligar ao PT.