POLÍTICA

Clima tenso adia votação de projetos no Legislativo

A penúltima reunião plenária do mês, ontem, começou com 1 hora de atraso e foi marcada pelo clima tenso e discussões

Publicado em 17/08/2011 às 00:45Atualizado em 19/12/2022 às 22:47
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A penúltima reunião plenária do mês, ontem, começou com uma hora de atraso e foi marcada pelo clima tenso e discussões ácidas, além da participação popular. Os vereadores sequer conseguiram limpar a extensa pauta do dia, contendo nove projetos – sete deles de autoria do Executivo. Deste total, eles votaram e aprovaram apenas três proposições, sendo outras duas alvo de pedidos de vistas e as demais transferidas para as sessões de setembro. O burburinho nas galerias foi tanto que por duas vezes o primeiro-secretário da Mesa Diretora, professor Godoy (PTB), solicitou a intervenção do presidente da Casa, Luiz Dutra (PDT). 

O pedetista conduziu os trabalhos ontem com mãos de ferro e, depois de ter ameaçado por duas vezes cortar o microfone do colega Jorge Ferreira (PMN) – que insistia em discutir uma matéria vencida –, chegou até mesmo a sinalizar com a suspensão da sessão caso o público não fizesse silêncio. O ponto alto da tensão, porém, aconteceu durante a discussão do Projeto de Lei 112/11, que dispõe sobre o serviço de táxis no município, cuja votação foi adiada depois do pedido de vistas do vereador Marcelo Borjão (PMDB).

Enquanto o líder governista Cléber Cabeludo – também do PMDB – insistia que havia obtido o aval do prefeito e seu correligionário Anderson Adauto para mudar alguns pontos do projeto via emendas, o secretário Ricardo Sarmento (Trânsito, Transportes Especiais, Proteção de Bens e Serviços Públicos) defendia exatamente o contrário. O impasse que se formou deu a impressão de que faltou comunicação entre os três, como ponderou Borjão, que faz parte de um grupo de vereadores que tem discutido a matéria com a categoria.

Segundo Cléber, AA concordou que somente os profissionais que obtiverem novas concessões terão que cumprir seis horas diárias de serviço (fiscalizados pela Settrans), além de assegurar, em caso de morte do titular de mais de uma concessão – desde que obtidas antes da Constituição de 1988 –, que elas passem para um familiar. Sarmento relutou e depois de muito disse-me-disse veio o pedido de vistas, que encontrou respaldo junto ao Sindicato dos Condutores Autônomos de Uberaba, conforme seu presidente, Wilson de Oliveira David, declarou: “Quando há divergências, polêmicas e falta de entrosamento, é melhor discutir mais para chegar aqui [na Câmara] redondinho”, afirmou. Para Borjão, se a discussão prosperasse, poderia acarretar em prejuízos para a categoria. O texto somente voltará ao plenário em setembro.

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